sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Noite de sexta

A noite silenciosa,
A solidão forçada,
Grilos ciciando,
Redes sociais,
Uma grande conexão...
Uma grande solidão,
Pausa para uma reflexão....


Você e um Deus...
Numa sexta-feira,
Bom ainda bem que logo se segue o sábado.

Memórias,
Boas recordações,
E então o sono bate,
E a vida continua.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Singelo sabiá

Hoje cedo da manhã choveu,
Foi uma chuva suave
Daquelas que aos poucos vai
Molhando o mundo,
Feito lágrimas que alivia a alma...

E de um céu fechado o sol apareceu,
Enquanto a água escorria e lavava a rua...

E aos poucos foi se enxugando...
E em minha caminhada matinal,
Encontrei um sabiá cantando.

Em seu canto havia uma alegria,
Em seu canto havia uma melodia,
Quanta beleza num ser tão singelo,
Que deixou o meu dia mais belo.

Doces recordações me tomaram,
De tempos anteriores,
Que muitas vezes era acordado pelo sabiá.

Acho que quando partir
E se puder voltar,
Ei de querer ser um singelo sabiá.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Parte agora

Às vezes queremos esquecer de tudo.
Esquecer tudo que nos atormenta,
Nossos medos, nossos anseios,
O tempo que rouba nossa vida,
O gosto amargo da vida.

Mas é impossível tudo isso,
É impossível dormir e acordar livre
De todos os pensamentos,
Para o bem ou para o mal.

A vida segue seu curso,
Sem curvas...

Às vezes uma garrafa de vinho nos faz bem,
Mesmo que instantaneamente,
Podemos parcialmente esquecer de tudo,
Mas viver tudo é tornar-se forte,
Os problemas são vivos como os dias,
Que anoitecem, mas sempre voltam
E temos que ser guerreiros,
Enquanto vivos lutamos com afinco,
E encontramos a beleza da vida,
Nas coisas mais simples
Como o crepúsculo que parte agora.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O riso

A tarde cai e se vai,
A tarde parte bela com a arte,
E mais uma vez fresca a noite chega,
E as vezes sinto um misto de  esperança e alegria...
Ir e voltar,
Quais são os motivos para viver?
As vezes a gente encontra nas coisas mais simples
Como caminhar sem pensar,
Contemplar o crepúsculo matinal ou vespertino,
E o mais sublimes de todos um riso,
O riso tem uma força muito potente,
Nada é mais potente que um riso real...
E quando encontramos aquele riso...
A vida se justifica,
Tudo fica pleno,
Então viver mais
Pode ser a gloria dessa busca,
Tarde após tarde,
Pode-se esperar...
O riso há de justificar a vida.
Ou essa poesia.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tardes

Fecho os olhos e posso sentir a tarde.
Aquele fim de tarde preso em minha alma.
Ah que linda tarde calma...
Tardes que passava o tempo a contemplar.

Tardes de Serrinha,
Tardes de Natal,
Tardes de São Paulo,
Tardes de Campinas,
Tardes de Brasília

E as tardes que vejo vivas.

Tu tens sua tarde.

Confesso que ah,
Sinto falta da paz da tarde.

Ah, serão estas minhas últimas tardes?

Quem sabe...

Sei que as tardes nos escapam
Vão sem parar,
Só restam memórias,
Existência
E um fim.

Sede forte Coração

Aceitar que meu mundo ruiu quando você partiu
Não foi nada fácil. Parece que parte de mim morreu.
Tive que imitar uma semente e me desidratar completamente,
E em lágrimas meu peito expulsou você de mim.

Os dias sombrios povoaram meu coração.
Eu sentia alegria só de está em sua companhia.

O mundo era perfeito como teu riso enchia meu peito
De alegria, de poesia.

Cheguei a questionar por que apareceu em minha vida.

Foram pesados os dias.

Mas aos poucos a calma foi chegando,
Meu peito foi ficando brando...

Continuei minha vida na presença daquilo que me faz bem
E jamais me abandonará...

Leituras de Borges, sinfonias de Mozart, telas de Gogh...

Aprendi como é bom dar um bom dia...

Aprendi como dói a solidão,

Aprendi como faz sofrer uma paixão...

Aprendi a valorizar mais as coisas

A me valorizar...

Vou rir mais, ler mais poesia,
Vou imitar em algo Manuel de Barros,
E levar menos sério a vida.

Quem sabe num próximo amor
Não acerto.

E então... Sede forte coração...

domingo, 25 de janeiro de 2015

Quando esqueço

Quando esqueço por um momento
Que a vida é maravilhosa
E me perco em minha realidade
E carrego a tristeza do mundo...
Quando me esqueço de tudo.
Sou feliz.

Saudoso sertão

Ah, como é saudoso o sertão.
Como é saudoso o sertão,
Sertão de chão desnudado,
Sertão de mata rala e espinhenta,
Sertão preenchido por solidão...

E a brisa que passa arrasta poeira,
E a brisa que passa desnuda cada planta,
E apenas as garras se sustentam,
Árvores garranchentas.

Sertão de caminhos polidos por caminhadas,
De canelas secas que vão e voltam.

E quando cai a chuva,
Perfumada floração.

Saudoso sertão.

Conhecer seu ser

A noite canta o bacurau a presença da chuva.
E a noite esfria e um cheiro de mato invade nosso
Peito e enche nossa vida de memórias.
Cheiro de marmeleiro...
Ah, lembranças atiçadas,
Que me faz tão bem,


A noite que me afaga,
Noite que me apaga.

Ah! não tem como reviver nada,

Tudo passa,
Tudo passa,

E no caminho da vida não se pode olhar para trás jamais.

Aprende a viver,
Conhece os teus limites,
Conhece o que te faz feliz...

Pois é o que se fez,

É possível mudar?

Ouço o canto do bacurau sempre com alegria,
Sempre igual no mesmo tom,
Sempre a noite,

Ah, ai encontra minha magia.

Dúvidas

Olhar o mar e viajar
Através do horizonte,
Sentir a areia afagar os pés,
Sentir o sol te dourar,
Ouvir o quebrar das ondas na areia,
A brisa que afaga a face,
Ah, como é bela a praia.
E como viver sem amar o mar?
E como viver sem amar o ser?
Se amanhã talvez já não há.

Solidão

S o l  i d ã o

O silêncio da casa,
O vazio de uma presença querida,

Um peito machucado,

Quanto ócio há na solidão?

Há quem saiba lidar,

Há quem não saiba,

Voraz ansiedade,

Sem piedade nos consome,

Mas tudo passa,

Até mesmo o mais impacientes dos momentos.

Desculpas

E o que eu sou?
Sou o meu passado,
Sou o meu presente,
O qual me faço ausente,
Por falta de coragem,
Por malandragem,
Uma hora tem que crescer,
Só se tem dia após aurora nascer.

Permanência

Ontem,
Hoje e
Amanhã.
Não continua a mesma a terra de minha infância?
O mesmo sol,
O mesmo céu,
O mesmo calor,
As mesmas chuvas,
Os mesmos ciclos?

E não são as mesmas populações
Dos tempos de meus avós,
As mesmas ervas,
Os mesmos arbustos
E as mesmas árvores.

E não nos imergimos em nosso cotidiano,
Em problemas bestas na crença de indissolúvel?

Não continuamos nós crianças?
Crianças adultas,
Que não sabem como tratar do ócio,
Do tempo que se esvai?
Ontem meu pai,
Hoje sou eu,
Amanhã meu filho,
Sabe lá.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Enquanto envelheço

A noite Borges soturno fechado em sua biblioteca encontrava nos livros o alimento para sua solidão.
Entre um livro e outro, entre as páginas e as frases, reflexões. Borges se perdia no labirinto de seus pensamentos. Pensava, pensava e pensava. Um monge em profunda reflexão.
Refletia sobre poesia, romances, filosofia e religião. Em sua solidão era mestre em escrever.
Sentia uma necessidade profunda de se expressar. Borges de certo não conversou com Pessoa, talvez nem tenha conhecido sua obra. Sabe-se lá. Mas duas almas tão distintas teriam em sua timidez gastado tempo com conversas oníricas. Pessoa mais velho que Borges, mas contemporâneo achou seu aconchego na bebida e Borges na solidão.
A solidão que todo o mundo hoje afaga.
Eu que já vivi no ócio fugia da solidão no universo das leituras... E me perdi, encontrei na busca do amor fugir da solidão, mas ai... o amor como toda relação cobra um preço.
Então, ouço Chopin...
E vejo o dia passar e vejo a tarde passar.
Não se consola quem não quer ser consolado.
Sofre quem quer sentir a dor...
Pessoa me ensinou a fugir da imaginação e viver o presente o agora.
Dizia puxa pelos sentidos...
Então eu mergulho nas leituras de Borges, admiro Gandhi e Jesus Cristo.
Eu amadureço enquanto envelheço.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Desconhecida razão

Desvendar o mundo subjetivo.
Uma flor colorida, rosa vermelha? É perfumada?
A cada olhar há um sentido.
A cada sentir uma expressão
De dor ou de alegria ou de tristeza...
Cada ser é impar, cada um com suas impressões.
E será se sei o que é melhor para mim?
Não tenho, não devo ter dúvidas,
Tenho que fazer da minha vida uma obra de arte
Já dizia o gênio de largo bigode.
E como devemos fazê-lo.
Pobre do solitário Borges
Que tanto buscou um amor
E só a longa idade o presenteou.
Corações acesos, sedentos por amores...
Quem descobrirá a felicidade no amor?
Quem sobreviverá a essa dor.

Ah, o amor! o desejo!
Não o amor não provoca dor...
Pretextos bestas para a vida,
Bobagens que passa...
E o que sobrará em nós.
Só sofrimento.
Creio que não só ilusão.

O que aprendemos?

Os dias que passam são passado.
Antiontem e ontem são passado
Como meio século ou um século.
O passado é uma roupa que não se veste mais
Já dizia o Belchior.
É preciso erguer a cabeça e seguir em frente.
O velho quintana já dizia que é preciso
Cuidar do jardim para que as borboletas venham visitá-lo.
E o que aprendemos com tudo isso?
Fica algo ou nada?

Indefinido

Como são belas as plantas floridas,
Flores doces e perfumadas,
Tanta coisa passada,
Tanta coisa vivida,
Música e poesia.
Descoberta dentro da vida,
Dos dias, dos anos...
E ai segue-se a vida.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Por um triz

E assim parte mais uma noite de minha vida.
E assim parte mais um momento do meu ser.
E assim compreendo a trama e a teia que é viver.
A vida e seus problemas de dor, de amor,
De saúde, de felicidade de tristeza...
Pulverizado com essas coisas vou vivendo,
Vou seguindo bem adiante e sofrendo
E descobrir que até mesmo na dor podemos ser feliz,
Saber que tudo passa por um triz.
Ser consciente... tudo passa.


Sabe lá

Ah!
Quanta coisa há no mundo
Que me pode fazer feliz.
Um riso,
Um abraço,
Um afago...
Tudo que queria ouvir
Não é real,
E me apego ao sonho,
E a dor continua a sangrar,
Sei que tudo vai passar
E quando tudo passa
O que fica?
Sabe lá,
Sabe lá.

Dia melhor

A noite silenciosa e escura me afaga,
A brisa acaricia, me beija e refrigera o calor.
Nos jarros domem as plantas verdes de flores coloridas,
No céu rutilam estrelas...
Onde andará minha paz que vagueia pelo mundo.
Largou-me a deus dará.
Ainda bem que amanhã é outro dia.
Os carros passam e quebram o silêncio,
E o meu peito desassossegado pernoite triste
A espera de um dia melhor... 

Esperança

Esperança!
Huberto Holden,
Gandhi,
Jesus Cristo,
São Francisco,
Santo Expedito,
Olhemos pelos grandes vencedores
Das dores do espírito,
Alivia aqueles que sofrem neste instante,
E aqueles desenganados dai esperança.

Vencerá

Às vezes há situações que nos tira toda a paz e bate um desespero que nos sentimos incapaz de mudar o curso da vida. Só nos resta aguardar por um milagre, apelar por forças do além, mas ai como dói.
Como podemos mudar? Ou melhor qual a melhor forma de aceitar?
Parece que nada faz sentido, mas haveremos de encontrar amealhado a esperança.
Haveremos de suportar a dor.
Haverá de vencer o amor.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sentir esperança

Viver,
Sentir a dor do amor,
Sentir a dor da perca,
Sentir que tudo ta por um fio,
Sentir que tudo ruiu!
A esperança há de tudo reconstruir,
A esperança há de existir.
Hoje, amanhã e sempre.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Amo o que não tenho

Amo o que  não tenho.

Suspeito que tudo que nos é dado é emprestado,
Logo de alguma forma nos é tomado.

Tudo é incerto nesta existência.

Algo que vem fácil
Dissolve-se fácil.

Amo o que não tenho.

Tudo que me é impossível
como caminhar na lua,
Ou caminhar descalço sobre as águas.

Sou feliz se estou bem em qualquer lugar,
Sou infeliz se estou mal em qualquer lugar.

Quem dera entendesse Cristo ou Buda,
Mas só ouvimos nosso coração.

Somos pura emoção.

A rosa

Uma rosa desabrocha na roseira,
Uma perfumada rosa vermelha,
No ápice longos e frágeis ramos,
Ramos aculeados e de folhas rigas,
Desabrochou uma roseira perfumada.

Daquele ramo cortado,
No esterco de bois,
Regada a roseira surgiu,
Quantas rosas belas mais virão,
Quem não parará para olhar a rosa.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Absorvido

Se há algo que nos incomoda
Este algo é o silêncio.
É quando se está presente,
Mas se faz oculto,
É quando as palavas não se articulam na mente.

O silêncio entre duas pessoas presentes.

Resigna-se a falar ou ficar a observar,

Quando se vive distante,
Distante se fica do presente.

Observar,
Observar,

Nenhuma palavra vertida,
Nenhuma frase intrometida.

É preciso ter habilidade com a palavra falada,
É preciso ter paciência com a gente mesmo,

Senão a loucura nos toma conta.

Junto

O sol que passa,
A lua que nasça
A noite que se aprofunda
Sem silêncio,
Um gemido de dor,
A dor do amor,
Sofre quem ver quem se ama sofrer,
Sofre quem não sabe o que fazer,
Apela para orações,
Aperta os corações,
Mais um dia,
Um riso cultivado,
Um riso abençoado,

Há quem não durma por opção,
E aqueles por sofrimento,
Viver muitas vezes é se calejar pela dor,
Ah, sofre-se junto por amor.

Paciência

Paciência,
A vida é assim mesmo devagar,
Carregada como poeira ao vento,
Levada mundo a dentro pelo tempo,

Seixos no caminho,
Floresta seca de espinho,
Solo seco com carrapicho,

Na vida não é preciso muito capricho,

A gente vai sendo levado
A deriva como folha ao vento,
Mas quem nos rege é o tempo,

São tantas vertentes
Que nem percebemos,
Mas ai,
Um dia percebamos
Enquanto é tempo,
A vida é breve,
E nós passageiros de algum trem
Mineiro,
Sabe lá.

sábado, 10 de janeiro de 2015

É preciso

É preciso aprender,
É preciso aprender a perder,
É preciso aprender a sofrer,
É preciso aprender a entender,
É preciso aprender a esperar,
É preciso aprender que as batalhas
Para se obter a vitória são hercúleas
E nem sempre se vence,
É preciso aprender que para vencer
Muitas vezes se leva muito tempo,
É preciso aprender que vencer ou perder andam juntos.
É preciso aprender a viver com o pior,
Que o melhor é sempre tão passageiro.
É preciso aprender a respeitar a vida,
Porque a morte é certa,
E os dias voam de nós.
É preciso...
Então entenda que é preciso.

Só assim

A vida necessita de um motivo para ter significado e é exatamente o que venho constatando ao longo dos meus dias vividos. É com alegria ou tristeza que percebo minha humanidade. Perceber que somos humanos demasiadamente humanos. A proporção que os anos escorrem de nossas mãos podemos perceber a perda ou o tingimento dos cabelos, as limitações físicas, dores na coluna e nas articulações, disfunções hormonais. A dor de uma certa forma torna-se nossa companheira pode variar de pessoa para pessoa. É com tristeza que vemos as pessoas mais próximas sofrerem de dores.
Borges já dizia que nos tornamos prisioneiros de nossos corpos. Quando não são levados para sempre.
A vida é para fortes.
A dor é para poucos.
Tudo faz parte da vida.
Só vivendo para saber.