segunda-feira, 31 de março de 2014

Eternidade

Quanta coisa a aprender,
Quanta coisa a apreender,
Nesta vida,
Vida breve, vida efêmera.
Amanhã quem sabe como vai terminar.
O amanhã um dia virá
E passará e será eternidade.

domingo, 30 de março de 2014

Incerteza

Tudo que reúno entre mim e os meus dias
Tem  valor algum, livros, roupas e objetos,
Só me são uteis até onde sei usá-los,
Caso contrário são um peso ao meu ser.
Um peso que carrego ao sentir sua necessidade, deles.
Mudamos constantemente de ideias, de forma de pensar,
E muitas vezes esses objetos são apenas um fardo.

Temos que criar um sentido para nossa vida,
Seja como for, necessitamos ser fortes,
Visto que a vida é incerta.

Escupir do tempo

Quantas tardes não vi cai ao teu lado,
Tinha teu sono e teu afago,
Te via dormir feito um anjinho,
Tinha seus cabelos para cheirar,
Tinha você para cuidar,
E quando acordavas,
Era tu que cuidavas de mim,
E a tarde era tão maravilhosa,
Não sei por que, mas é tão ruim sem você.

As tardes quando caem sozinhas
São tão tristes...

Atemporais

Os dias e suas manhãs, tardes e noites;
As manhãs orvalhadas, ensolaradas ou chuvosas;
As tardes briosas, saudosas, esplendidas por seu fim;
As noites enluaradas, estreladas.

Os dias e suas revelações,
As flores coloridas e perfumadas;
As cores e as formas;
O desenrolar de uma vida,
No cotidiano,
A passagem das estações,
A limitações que surgem com o passar do tempo...

Mas a vida segue sempre em frente,
Sem tempo para reflexões,
Vivemos todos em tempos diferentes,
Apesar de compartilhamos o presente,
Somos seres atemporais.

terça-feira, 25 de março de 2014

Vida em frente

A noite pesa em minha alma,
Meus sentidos todos querem calma.
É hora de deitar e dormir,
É hora de descansar
E recarregar a energia,
Esquecer as coisas ruins do dia da dia
E está pronto para uma nova lida,
E assim segue sem porteiras nossa vida.

Desejo de uma paixão

Seus lindos dentes de marfim,
 sua pele doce como canela,
 seu olhar oh linda turmalina. 
Tu me tomas os sentidos, 
em tua beleza,
 encontro atração,
 quero segurar forte sua mão,
 quem sabe seus lábios que sabor terão? 
Quem sabe nos encontramos num verão
talvez esteja escrito em alguma estrela.
 Sabe lá. Sabe lá.

domingo, 23 de março de 2014

Cicatrizes

Na vida nunca se sai ileso, carrega-se sempre alguma cicatriz quer seja no corpo ou na alma.
As cicatrizes são provas materiais da existência e do passado vivido.
As cicatrizes presentes no corpo, cotidianamente, nos revela quão frágil é nosso corpo e quão é finito. Revelam ainda quanto necessitamos constantemente de cuidado consigo. Estas, as cicatrizes físicas, já não machucam mais no presente, estamos isentos da dor, já estão curadas. Para alguns é um símbolo de resistência e de força, enquanto para outros fonte de vergonha.
Quanto as cicatrizes presentes na alma. Estas sim são aquelas que apresentam um poder violento de aflorar a dor e que muitas vezes são incuráveis e machucam sempre que são percebidas.

Mas o que provoca uma cicatriz na alma?
As cicatrizes presentes nos corpos são físicas, factuais e fáceis de serem explicadas, mas àquelas presentes na alma são profundamente subjetivas e praticamente inexplicáveis por suas peculiaridades.
Estas cicatrizes da alma que dizemos que está presente na alma são provocadas por sentimentos, portanto por sua peculiaridade, praticamente inexplicável de serem explicadas. Cabe então a cada um procurar a causa de sua própria cicatriz. Uma vez que são os sentimentos que serão sua causa em cada indivíduo.
Estas depende muito de indivíduo para indivíduo.
Quem sabe não são estas cicatrizes a causa da infelicidade humana.
 Marx dizia que a vergonha é a ira interna. Então quem sabe se esta não seria uma das causas. O orgulho ferido, talvez seja outra causa.
Portanto é pertinente a cada um de nós refletirmos sobre nossas próprias cicatrizes.
As cicatrizes físicas muitas vezes podem ser apagadas através de tratamentos medicinais. No entanto as cicatrizes da alma, só podem serem tratadas através de si mesmo.
Conhecer a si mesmo pode ser um caminho, um método a se seguir, mas para isto é necessário está disposto a tentar curar e limpar a alma destas cicatrizes ou carregar por toda a vida estas marcas que te fazem sofrer.

sábado, 22 de março de 2014

nocturna

A noite revela minha fragilidade,
O medo da solidão.
Sem uma voz humana,
Eu ouço alguma música,
Eu olho o mundo através da janela,
E vejo as estrelas
E vejo a lua,
E percebo a distância
E percebo a solidão em meu ser.
As coisas estão ai e nem sempre percebemos,
Na maioria das vezes não percebemos,
Vivemos simplesmente.

A essência e a noite

É noite,
Uma noite profunda,
Uma linda noite enluarada,
Uma silenciosa noite de sábado,
Tão clara e distante está a lua.

Que noite profundamente bela,
Quão maravilhosa para dormir,
Mais maravilhosa é para apreciar,
A lua mais e mais bela,
A noite com sua essência.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Humano

O tempo,
O espaço,
Os objetos,
A existência,
As relações,
Os sentimentos,
Pode existir algo mais humano?

A beleza de uma flor,
A beleza de uma paisagem,
A elegância da inteligência,
O poder da tolerância e da temperança,
O poder destruidor do ódio e da ira.

A inveja...

A sensação de incapacidade,
O desespero...

Pode existir algo mais humano?

Quão sensual é o ser humano,
Quão criativo e destruidor,
Início e fim de seus pensamentos e extensões.
Tudo e nada.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Chuva

Ver a chuva chovendo,
Ouvir a chuva cantando,
Sentir o frio que traz a chuva,
Mas que deliciosa sensação.

Gosto de está próximo de quem me faz bem quando a chuva cai.
A chuva une, quando pode molhar,
A chuva evita diáspora,
Deixe a chuva parar.
Chuva,
Chuva.

terça-feira, 18 de março de 2014

A Deus

Sentir a vida,
Senti-se vivo,
Senti-se pleno.
Pleno dia,
Plena tarde,
Pleno momento.
Às vezes parece impossível,
Cada vez mais difícil,
Cada vez mais distante.
Deus meu, porque sentimos tantas coisas?
Tende piedade de nós que nos sentimos aflitos,
Temos medo de tudo, da solidão, do isolamento,
Da tristeza, de sua ausência.
Onde está o cerne da felicidade?
Dai-me um pouco dessa felicidade.
Ajuda-me a suportar este momento
Que vivo com fé.
Ontem já se foi,
Amanhã não veio.
Ajuda senhor a viver com sabedoria o agora.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O sentido

Uma flor,
Uma rua vazia,
A noite e o seu fluxo,
Cães a latir,
Ir e vir.
Quem vai?
Quem vem?
O que leva na ideia?
O que pensa?
Um transeunte, as vezes não é ninguém.
As pessoas só são alguém,
Quando se identificam,
Senão, não são.
Algumas coisas não fazem sentido nunca.

domingo, 16 de março de 2014

Após a chuva

Após a chuva,
As águas escoram sem pressa,
Após a chuva,
Brilha intenso o sol,
E tudo enxuga,
Vivas, viridescentes, crescem as ervas no jardim.
Sou tomado de alegria,
Como a ave que canta,
Como a esperança que surge do impossível,
E toda minha tristeza
E todas as minhas expectativas
Ganham um novo folego,
Neste momento sou feliz por existir,
Sou feliz por viver.
Após a chuva afirma-se em mim
A felicidade.
Acho que foi este momento
Que Deus escolheu para estarmos mais próximos.

Em minha mente

É noite,
Noite profunda,
Que hilário,
Não percebe um cheiro se quer,
Mas ouço e como ouço,
Os sons da noite:
Um ou dois quero-quero,
Grilos,
O vento,
Carros que passam.
Agora que é hora profunda,
Os sons me são agradáveis,
Posso me ouvir,
Grita minha consciência,
Aprende o que viver
É simples,
Vive o presente...
Apenas o presente.
E a noite cai profunda,
Muito profunda em minha mente.

Busca

Há algo que me falta.
Não sei explicar nem verbalizar,
Mas há algo que não me preenche
E por isso, noite afora sigo acordado.
Eu contemplo a noite porque sei que ela esconde
O que me falta.
A lua sutil todo mês tenta me mostrar
E alumia aquilo que me falta.
As vezes escolho os caminhos mais errados
Tentando encontrar aquilo que me falta.
Do seio do infinito surgi,
Como num instante divino o universo me criou
E num seio me gerou,
Depois me fiz quem sou.
E o que eu sou?
Essa coisa existente, mas essa coisa que me falta.
E não está em lugar nenhum,
Porque não é material...
Porque está em algum lugar que  não sei como evocar.
Quando parar de procurar,
Serei encontrado...
Temos que nos encontrar sempre
E essa busca é a vida.

A noite, corpo e reflexão

A noite,
A lua,
As estrelas,
O céu,

A sombra da noite,
Nas ruas e becos e interiores de casas.

O canto dos grilos,
O calor,
O sono...
Cadê o sono?

Um copo de água gelada.

Pensar.

É noite de sábado,
É madrugada de domingo.

O cheiro úmido da madrugada.

Penso sob a luz fria que alumia,
Sob a lua e sua magia,

Só neste recinto.
Que sabe da minha existência agora?

Como uma flor que já floriu,
Frutos será ou nada,
Mas o que importa?

O que realmente importa?
Não sei.
A busca talvez.
Não sei.
Essa pergunta existiu e existe e persiste.

Enquanto não viver as palavras,
Qual seu sentido?

Não sei,
Talvez a noite ao menos me consola.

sábado, 15 de março de 2014

Tarde de sábado.

É fim de tarde.
O céu está azul, mas no nascente
Nuvens começam a surgir e se impor.
O vento ventando pela janela,
As flores floridas vermelhas
São sacolejadas de leve.
De toda parte ouço sons, dos mais distintos estilos.
Um cheiro de carne assada.
Ah, lembrei que não usei minha fala hoje.
Simplesmente permaneci oculto.
Tomo conta que podemos ser mais ocultos do que somos.
Nesta tarde penso em muitas coisas,
Que ocorreram...
Algumas coisas me espantam
Outras se banalizaram...
E a tarde de sábado passa.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Sabiá a cantar

A chuva chovendo suave,
Parece feliz.
O sabiá canta
E canta feliz.
Cadê o sol?
A chuva chove
É sexta-feira...
Sob a coberta seria  melhor
Ouvir a chuva.
A chuva me faz feliz,
Sinto-me um sabiá a cantar.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Questões de um destemperado

A noite fresca,
Janelas aberta,
O cheiro vivo da chuva,
O silêncio.
Coisas inimagináveis.
O amanhã,
O ano que vem.
O ano que passou.
O tempo como um rio
Escorre sempre no mesmo sentido.
A noite meus pensamentos
Que se construíram
E sumirão na calada da noite.
E a felicidade onde está?

Stêfani

A cigarra cantando,
O ar condicionado roncando.
Paro, ouço, penso
E escolho Chopin para ouvir.
Certamente me trás boas lembranças.
Da chuva que caiu,
Do olhar e da voz de Stefani.
Que me ensinou a ouvir Chopin.
Não sei por que, mas sentia tristeza em Chopin,
E acho que Stefani cultivava a tristeza.
Tão linda, educada e inteligentíssima.
Stefani dividia o mesmo espaço comigo com alegria,
Não se importava se era ou não supersincero.

Agora a cigarra calou,
O ar acalmou
E Chopin continua aqui,
E Stêfani trabalha lá em Brasília...
Só resta ouvir Chopin.

Tudo passa muito rápido.
Se sabemos desta certeza.
Qual o motivo de nosso sofrimento?
Por que não aceitamos a realidade?

Agora, cada um para o seu lado,

Levo no coração o que aprendi
Com os ensinamentos meigos
Daqueles que gostam de mim
Acima de minhas arestas.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Mistérios

O silêncio da noite,
O som do chiado da palho do coqueiro,
Anunciando a presença do vento.
Lá fora o mundo,
Há tanta gente.
Gente dormindo,
Gente acordada se divertindo,
Gente trabalhando,
Roubando...
Gente que não verá o dia nascer.
Mistérios divinos,
Ocultos em tudo.


terça-feira, 11 de março de 2014

Cantar da cigarra

As cigarras quando cantam
Cantam para seu amor,
Mas ai para nós anunciam o calor,
Cantam de manhã,
Cantam  tarde,
E o sol, nossa esse arde,`
Cantem cigarras,
Cantem e vão embora
E levem o calor
E o seu amor.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A chuva chovendo

É de manhã,
Mas que calor,
O sol nem saiu,
O sol ninguém viu,
Nuvens escuras
Fazem a chuva cair,
E a chuva chovendo
É tão maravilhosa,
É tão generosa,
Cai e se doa a toda a vida,
Cai e se doa a eternidade.
A chuva chovendo é tão feliz,
A chuva chovendo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Dúvidas

A noite em silêncio!
Ensurdecedor silêncio noturno.
Um apito,
A rua vazia preenchida pela luz amarela.
Nos quintais sombreados de escuro
Cantam grilos,
No céu rutilam estrelas.
E aqui dentro de mim o que me preenche?
Solidão, um coração e a razão...
Minha mente  não mente me traz lembranças...
Mas o meu vazio frio continua.
O silêncio de minha alma,
O cansaço de meu corpo,
O desânimo do existir.
Talvez quem sabe a angústia
Que talvez não seja só minha.
A noite logo se calará e passará.
Serei eu feliz com o existir?

Encontra-ti

Tudo aqui é passageiro,
A manhã, a tarde e a noite,
O dia, o mês e o ano.
Cultiva a vida a cada instante,
Nunca saberá qual é o último.
De Jesus a Gandhi...
De Platão a Habermas...
Há um fosso preenchido
Pelo nosso existir
Que faz sentido
Ou não.
Quem sabe.

Alegria que contagia

Quão feliz é a manhã!
O sol nem despertou,
Mas que intensa é a alegria dos animais,
Cantam intenso todas as aves,
As cigarras que fazem a madrugada pulsar.
Será que estão feliz por sexta-feria?
Será que cantam pelo calor?
Quem poderá saber.
Só sei que sua alegria
Me contagia.
Acordei e já estou feliz.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Noite de março

A noite,
O som do apito longe,
Grilos cantando,
Estrelas piscando.
Minha rosa do deserto de corola dobrada desabrochou
Uma linda flor vermelha maravilhosa,
Folhas deitadas pelo chão,
O eco do mundo.
Ouço Liszt.
Tudo parece tão perfeito...
Exceto pelo calor.
E a noite de março passa.