terça-feira, 26 de junho de 2012

O silêncio

Existe algo no silêncio que nos amedronta.
O silêncio nos apavora.
Não somos capazes de permanecermos com o outro em silêncio.
O silêncio nos angustia.
Mas porque não buscamos
no silêncio um sentido.
Será o silêncio desprovido de sentido?
Penso que achamos isso,
pois mesmo sós conversamos em pensamentos e muitas vezes gritamos.
Mas muitas coisas belas se expressam
em silêncio como o desabrochar de uma flor
ou o partir de uma tarde crepuscular.

Por não entendermos,
nem pararmos para refletir
em silêncio, falamos muitas vezes
o que o silêncio se expressaria muito melhor.

Saber silenciar é muitas vezes aprender a ouvir.

A reflexão tem como berço
o silêncio.

Existência


As vezes acordamos e nos sentimos mal por existir um vazio em nosso ser. Esse vazio no incomoda, pois não sabemos como preenche-lo. Então olhamos para o céu, para o nosso redor. Mas nada faz sentido. Então buscamos este sentido em nossa alma. Por que existir? Quem sabe a poesia não responda ou a filosofia quiçá. São os mistérios que precedem a existência.
Quer saber, nunca estaremos totalmente preenchidos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mundo subjetivo

Não há como está no mundo sem senti-lo.
Sentimos que o mundo nos toca nos toma por dono.
Cremos que temos algo no mundo
e sossegamos em nossa jornada
parando aqui ou ali.
O mundo não nos é revelado por inteiro
e vivemos na ilusão de conhece-lo.
Conhecemos um pouco hoje,
um pouco amanhã.
E o tempo passa sem que percebamos.
As coisas são coisas e não nos revelam isso,
mas as pessoas que conhecemos
essas sim estão constantemente mudando.
Crescem, envelhecem e desaparecem na eternidade.
Posso sentir o mundo,
mas sem memória o que é o mundo
para quem muito viveu?
Não temos a mesma empolgação de conhecer o mundo...
Podemos apenas sentir o mundo,
mas o mundo é muito subjetivo
e nós por demais egoístas.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ser o que sou?

Que sou?
Não sou nada.
Vivo por que estou vivo, não escolhi a vida.
Mas no domínio da vida não escolho a morte.
A morte é o fim de todas as possibilidades.
Vivo porque nasci,
nada escolhi.
Mas na vida aprendi a trilhar meus próprios caminhos.
Muitas vezes perdido,
muitas vezes sob algum intirário.
Busquei ser quem sou,
mas nem sei o que sou.