quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Doce fruta

A sombra da acácia
um bando de sanhaçus
faz uma algazarra. E cantam
e brigam e voam de cá pra lá.
Meu jardim até mesmo com esse sol
ardente está viridescente.
Quem dera que a brisa visitasse
meu  jardim como visitam os sanhaçus.
Mas brisa não come banana.
Não se chama a brisa.
Então resta fazer algazarra
junto como os passarinhos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O que me guarda o amanhã?

O que me guarda o amanhã?
O mundo a todo instante sofre mudanças
transformações quer sejam grandes ou pequenas.
Nada permanece estático. E quando se trata
da vida a ausência de mudanças
é quase impossível.
Não sabemos como lidar com as mudanças.
Temos ansiedade pela mudança por medo
ou por curiosidade.
Muitas vezes ignoramos
que a vida ocorre no momento presente
e ficamos aflitos
porque queremos ou não queremos
que ela ocorra.
E tudo isso gera em nós angústia,
incertezas e infelicidades geradas pelo fluxo da vida.
Aos que tem alguma convicção
esses sentimentos são mais tênues,
mas jamais estamos livres deles,
senão não seriamos humanos.
Há mudanças que vem para bem
e há mudanças que não vem para bem.
Vivemos num mundo onde a dúvida é hegemônica.
Onde muitas vezes as pessoas por não terem alicerces
desabam.
Mas porque me interessa o amanhã com suas mudanças?
Se eu posso viver o hoje.
Se eu posso ver o meu jardim, ver um filme,
sair para caminhar e se eu posso viver além das mudanças.


Silêncio da manhã

O silêncio da manhã
é iluminado pela luz
do sol.
O mundo nada ecoa
nesta manhã
que mais parece uma
pintura, mas se fosse pintura
não seria tão bela.
As casas tem suas janelas
abertas e em seus átrios
domina o silêncio.
A poucos instantes ouvi
um galo cantar.
Ele cantou duas vezes.
Lembrei-me de minha
casa na infância
onde de manhã
o terreiro ficava povoado
de galinhas.
Galinhas vermelhas, petras, pedrezes.
Galinhas perocas.
Os galos com suas plumas
iridescentes ficavam
feito soldados
de peito estufado,
imponentes vigiando seu território.
E quando eles ficavam sob a luz
suas plumas se revelavam ainda mais
coloridas e viçosas.
Acabado o alarido,
depois de todas e todos alimentados
os bichos saiam a forragear
insetos sob os cajueiros
e pinheiras e cirigueleiras.
Quando não se deitavam,
se espojavam, se coçavam
numa alegria.
E de vez por outra
galo cantava um canto longe
só para avisar
que ali ele mandava.
E nos ficávamos na
área da cozinha
sentados ou deitas
no chão frio.
E cantava o galo
nas manhãs silenciosas.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Murraia

Murraia de flor branca e perfumada,
tuas primas laranjeiras te invejam,
pois enfeitas as ruas e não os pomares.
O doce Murraia onde mais te encontrarei
tão copada e tão abundante,
senão aqui em barão.
As pessoas te amam Murraia,
amam a tua sombra, teu perfume
e tua presença.
Que delícia caminhar
em fevereiro após a chuva
pelas ruas perfumadas.
Ruas da Santa Isabel,
Luiz Vicentim ruas até
não denominadas por mim...
E a noite cai e apaga tuas flores,
mas tu Murraia
seduz por teu perfume
aroma doce.
Habitarás sempre e mim
feito o perfume do jasmim
doce Murraia

Aqui estou

É noite.
A noite fecho a janela. A luz do dia se apaga.
Acendo a luz e vejo meu quarto com maior nitidez do que durante o dia.
Sento-me em frente ao computador.
Em que hei de pensar?
Não sei.
Ah, já sei. Ouvirei o poema tabacaria.
Então ouço-o atentamente
e esse momento se repete
quase diariamente.
O mais interessante é quando mais o ouço e leio,
mais belo ele fica. Mais sentidos ele tem.
Abri um chocolate
e comi e ri quando ouvi a frase "come chocolate".
Eu tento pensar tanta coisa
e acabo não conseguindo pensar em nada.
Ao menos saboreio o som
das frases lapidadas
de Pessoa.
Ao menos neste momento estou plenamente em meu ser.

Tarde fagueira

O verde viçoso das plantas
reflete como espelho
através de minha janela
e torna meu quarto claro.
Faz um calor nesta tarde
que chega a nos dar
moleza.
Os cães latem na rua.
Ah, que impaciência!
Hum, que vontade de dormir.
Mas logo toda essa moleza
passará com a partida do sol.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A flor e o ocaso

A tarde partia
e a noite caia.
O ocaso apalpava
as formas apagando-as
junto com as cores,
caminhava lentamente,
olhando pro céu,
para as curvas
da natureza
que  naquele instante
se recolhia,
me virei lentamente
e vi ali bem próximo
quase ao meu lado.
Vi uma flor de açucena
desabrochava
feito borboleta saindo
do casulo.
Lentamente, gentilmente.
Aquela flor capturou minha
atenção
e o ocaso tudo parou,
em poucos instantes
como ocorre
no entardecer
aquela flor se abriu
suave, alva e sedosa.
Num breve instante
todo ao meu redor
ganhou um doce
aroma...
Então ouvi um som rápido,
um voo zigue-zague,
os batimentos tão
rápidos e suaves
que nem dava para
perceber seu movimento.
Era uma mariposa.
Está voou até a flor,
estirou sua probóscide,
lambeu do meu
e foi embora,
logo vieram mais
que beijara-na
polinizaram-na.
A noite caiu
profunda feito
sono de criança.
No dia seguinte
voltei lá,
mas a flor já murchara,
restava apenas
o futuro fruto.
Por uma breve
noite aquela flor
perpetuou
sua espécie.
E tudo foi tão simples,
tão singelo
como a vida o é.


Redes sociais: um vírus?

O mundo contemporâneo está povoado de pessoas doentes. Não se trata de doenças físicas, mas de doenças psicológicas. O homem contemporâneo conseguiu acesso a informações que a cerca de vinte anos atrás, jamais imaginaria tê-las. Atualmente, a internet, também conhecida com nuvem virtual, canal que pode ser acessado por meio dos mais variados canais, tais como celulares, laptops e tablets, entre outros, proporciona em tempo real frente acesso a milhões de informações. É possível ainda comunicar-se com pessoas em qualquer parte do planeta em tempo real. Acabaram-se as barreiras físicas.
O fluxo de informações gerado cresceu em ordem exponencial. Os veículos de comunicação estão tendo que se modernizar, caso contrário, estarão condenados a desaparecerem. Muitos filtros que eram feitos nas informações pela mídia, já não podem mais serem feito. A informação já não pode ser tão manipulada.  Os programas de rádio para se sustentarem tem de serem interativos. Hoje em dia é possível que pessoas possam tornar-se celebridades do dia para noite.  As pessoas podem viajar e mesmo de onde estiverem podem ouvir ou ver seus programas favoritos.
A menos de dez anos surgiram as famosas redes sociais. No Brasil a primeira rede a aparecer foi o orkut que se expandiu como um vírus, no entanto muitas outras apareceram, mas não conseguiram quebrar a hegemonia do orkut que reinou até recentemente, quando chegou de maneira tímida o facebook e está se expandindo feito rastilho de pólvora. As famosas redes sociais disponibilizam informações sobre todos os seus participantes nelas se cadastradas. Qualquer conteúdo publicado nas redes sociais são de domínio público, até mesmo as informações pessoais. Antes do surgimento das redes sociais a televisão e o rádio eram os únicos canais de acesso de informação da maior parte da população, era também a única via de acesso a vida dos famosos. As redes sociais vieram e mudara essa lógica. Através das redes sociais as pessoas puderam escrever para seus ídolos, para seus políticos e para quem quiser. Uma vez que estas pessoas tem como se informar e informar. Elas mesmo podem se comunicar com os famosos sem os filtros. As redes sociais proporcionaram encontro entre pessoas de diferentes idades, reencontros com pessoas desaparecidas, organização de eventos, vendas e serviu como uma nova forma de expressão. As redes sociais foram responsáveis pelo sucesso de manifestos ocorrentes no mundo todo. No Egito, através do facebook, foi derrubada a ditadura do presidente que governou por muitos anos.
Por meio das redes sociais as pessoas passaram a divulgar própria imagem, dispondo informações pessoais, fotografias e seus trabalhos. Diante dessa facilidade, dessa intensa busca de informação sobre o outro e sobre si. Sim, pois no momento que se expõe na net, as pessoas geram no outro e em si uma expectativa.
Situação que não existia antes da internet, conseguentemente das redes sociais. Surgiu uma expectativa nas pessoas tal situação deixa as pessoas ansiosas. Ansiedade gerada a todo instante. As pessoas não se veem mais sem internet. Estão navegando a todo instante quer se informando, quer pesquisando sobre a vida alheia ou tentando imaginar o que pensam sobre ela. As pessoas estão perdendo aos poucos o hábito de conversar de se encontrar. Hoje é possível ver que muitas pessoas preferem falar por meio da internet através das redes sociais a falar pessoalmente.
A internet, certamente trouxe muitas vantagens a nossa sociedade, mas ao mesmo tempo trouxe também muitas desvantagens. Estamos mais informados, mas ao mesmo tempo sem opinião. As informações não tem tempo de serem processadas digeridas. Talvez no futuro as coisas mudem. Quem sabe conseguiremos nos desintoxicar e nos livrar dessas doenças psicológicas.

O mundo

Nosso mundo é o que percebemos dele.
A maneira como percebemos o mundo
é influenciada por nosso modo de vê-lo,
de senti-lo e de ouvi-lo,
pois ao tentarmos ver, sentir e ouvir o mundo,
acabamos compreendendo-o em parte.
A busca pela compreensão do mundo
muitas vezes dá sentido a vida dos seres.
Uma vez que toda a vida se passa neste mundo,
sua compreensão nos trás experiências,
que nos ensinam a fazer as coisas,
de maneira mais harmoniosas,
torna-nos mais seguros como pessoas.
É preciso está no mundo, muitas vezes,
com alegria, a vontade e energia
de uma criança que experimenta
o mundo de todas as formas
para apreende-lo dentro de si.
É preciso ter sonhos, muitos sonhos
e curiosidade. Aquela curiosidade
que temos diante do desconhecido
e desbravar o mundo
e percebe-lo e vive-lo
da melhor maneira, como seres civilizados.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A noite

A noite chega e trás o silêncio.
Ela cobre tudo com seu mando
negro e tudo fica escuro.
A noite parece fria.
Ela oculta as formas
e as cores.
Quando a noite chega,
quando estou sozinho,
não sinto amizade com a noite,
seu silêncio abafa o meu ser.
A noite cala tudo.
As vezes quando é lua crescente
a lua parece sorrir.
Não vejo graça na noite,
não vejo vida na noite,
será se é porque não consigo
ver as flores?
Sei lá.

Riso da tarde

No fim da tarde a chuva caiu leve.
Enquanto os pingos caíam
das folhas podres do meu jardim,
um doce aroma era exalado.
Fui a janela e traguei
profundamente aquele doce
aroma.
Contemplei a chuva.
Percebi que as folhas
das ervas e da árvore
estavam viçosas,
pareciam rir...
A chuva molhou
meu passeio, mas veio
tão deliciosa.
Tornou a tarde mais bela...

Singela flor

O que por trás das coisas?
Quando olho para uma flor
o que vejo na flor?
Eu vejo formas e cores,
sinto aromas bons ou ruins.
Quando olho para uma flor,
desencadeia em mim
uma série de sensações,
de lembranças boas ou ruins.
Mas não sou um beija-flor
que tem preferências
ao que parece preferem flores vermelhas.
Não, não sou um beija-flor.
Nem sou uma abela que adora as flores coloridas.
As abelhas são capazes de verem as flores
muito antes do sol nascer,
elas sim tem muita afinidade com as flores.
E os besouros e as mariposas
parecem que sentem os aromas
das flores.
Sim estes animais noturnos,
certamente tem algum sentido
apurado que os guia até
as flores, creio que seja o aroma,
ou a coloração branca das pétalas.
Não, longe disso...
Sei que as flores após fecundadas
transforma-se nos frutos mais saborosos
ou amargos.
Sei que as flores representam
a mais singela expressão divina.
Sei que é por meio das flores
que os vegetais se reproduzem
se multiplicam.
Sei ainda que as flores no verão seco
representam a promessa da chuva que logo
virá e regará a planta para o desenvolvimento do fruto.
Sei muito pouco sobre flores,
sei muito pouco sobre os mistérios
da natureza.
Mas entendo que a natureza se revela
constantemente, no ato de reproduzir,
de renova-se e são as flores
e são os polinizadores
que se encarregam
para que não haja
jamais ausência de esperança,
de beleza,
de agrado.

Desordem

Às vezes acordo e sou tomado por meus pensamentos acelerados e desorganizados. Fico um pouco na cama, mas logo sinto um calor espalhando em mim, sinto-me incomodado. Então sou obrigado a levantar, como as minhas ideias costumam ser reticuladas, não consigo articular meus pensamentos. Tenho que aprender a tornar meu pensamento linear. Ideias confusas nos impedem refletir, nos sufoca. Vou a janela, abro-a e contemplo meu jardim que é vivo e viçoso. Gosto de sentir a energia emanada por minhas plantas. Estas pois crescem incessantemente e lentamente. Quando as observamos diariamente, parece que nada acontece, mas basta que nos ausentemos por algum tempo e logo se percebemos como mudou de sua fisionomia do jardim. Ao abrir a janela do meu quarto, fiquei surpreso ao ver como cresceram minhas plantas a Dichorisandra e o Triplaris. Minha Petivria aproveitou-se de minha ausência para florir. Não gosto que ela solte flores, pois tem um aroma muito forte, por vezes desagradável. Vejo que meu quintal precisa ser varrido e organizado. Se os meus pensamentos pudessem serem varridos como o meu quintal, seria mais fácil. Os pássaros até sumiram na minha ausência, acho que é por não ter quem colocasse frutos para eles. Ontem pus uma banana, mas eles não apareceram, só vieram aparecer hoje. Chegaram mais felizes, acho que é por está de volta.
Quando se está só, fica-se ansioso. E assim pensa-se de tudo... Acho que sempre foi assim. Quando morava na moradia, em Natal, nos sábados como hoje, eu tinha roupas para lavar e não tinha máquina, então passava meu tempo e livrava-me de meus pensamentos na lavanderia. Atualmente não é bem assim. Fui infectado com o vírus da contemporaneidade e acordo pensando em trabalho. E como me livrar de meus pensamentos. As vezes leio, escrevo. Estou lendo Ecce Homo, de Nietzsche. Está funcionando. É assim mesmo, temos que ir experimentando, e assim se aprende.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sexta

Para quem está só e nada espera, a sexta-feira é apenas um dia longo que se arrasta até a noite.
À tarde passa bem devagar, passa na velocidade de um caracol a cruzar o jardim. Ainda mais se a tarde é cinzenta e o sol desaparece atrás das nuvens e a noite chega desolada. Uma das coisas que nos alegra é passar na barraca de pastel ou ir a pizzaria. É bom ver o  movimento dos donos acelerando seu serviço para que todos tenham pasteis quentes e refrescos gelados. Vai um vinagrete? Pedi dois pastéis, sabor de pizza, meu favorito, comi-os ali mesmo com um guaraná. Sai satisfeito pedalando.
Quando estava na faculdade sexta-feira tinha jantas fartas. Como não tinha dinheiro, chegava em casa ou ia estudar ou via uma novela, mas não tinha muito o que fazer. As vezes era um tédio, então para matar o tédio, íamos para a cozinha e ficávamos lá confabulando nossos sonhos...
Hoje pouco mudou. As vezes tenho a impressão que a vida é um sonho, ou é ilusão?
Sei lá...
Hoje é sexta-feira, quem pensa nisso, senão os solitários.


Meu jardim e o meu ser

Descobri a pouco um sintoma da minha velhice. Creio que o seja. Saio de casa e ao largar meu cotidiano, meus objetos, meus hábitos já me faz muita falta.
Descobri que meu jardim me faz mais falta que antes. Que minha cama, meus livros, meu quarto é mais agradável que todos que vou, porque tem o meu jeito.
Antes, não era assim, sentia-me bem onde eu ia e se não me sentisse, não estava nem ai. Não me importava muito com esses fricotes. Naquela época o que valia era a emoção, a nova sensação, as descobertas o inesperado. Não tinha muito medo das consequências. Eu queria era ser feliz, mesmo que desse errado e se desse e daí. Eu tinha a impressão de que era eterno.
Hoje estou muito mudado, não tenho a sensação que posso perder meu tempo, valorizo mais as coisas, valorizo mais a mim. Sou menos tolerante. Prefiro o conforto de minha cama e a organização desorganizada de meu átrio. E quando saio, já não deixo tudo para trás. Não eu lembro do meu jardim, dos meus amigos, da minha rua.
É estou realmente assumindo essa face e não sei se é bom ou ruim. Não sei mesmo. A natureza molda suas faces. Nos moldamos nossas faces e assumimos o que melhor nos convém.
A nossa memória as vezes é traiçoeira, pois lembramos de coisas distantes nos dar uma sensação de velhos.
O bom de tudo isso é que sempre podemos recomeçar e como experientes, já sabemos quais os passos a não serem seguidos.
Adoro o meu jardim, mesmo com suas imperfeições e as aves que os povoa e as plantas e o meu horizonte encerrado por sucupiras. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Passagem

E a tarde caiu preguiçosa
e aos poucos foi esfriando
e o sol foi partindo.
Sentado no jardim
sentia a brisa suave
que passava alegrando
o ramos das ervas
e arbustos...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Fortificou

Estava tão seco,
a tarde a chuva caiu,
e regou as ervas
e os arbustos.
A tarde quando a chuva caiu,
o tempo esfriou.
A chuva molhou
a rua e a água
escorreu lavando
as pedras das calçadas.
E tudo que era seco
umedeceu,
e a vida se fortificou.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Feiras-livres


A Feira-livre é uma reunião de pessoas que ocorre semanalmente em um determinado espaço público, onde ocorrem relações comerciais. Nas feiras são comercializadas mercadorias são tanto de origem animal quanto origem vegetal. Muitas vezes as mercadorias são confeccionadas artesanalmente. É nas feiras onde ocorrem encontros das pessoas das mais diversas habilidades e localidades. As feiras-livres, geralmente, são ambientes que proporcionam uma grande diversidade de coisas, de gente e de situações. As pessoas quando vão às feiras apreendem sobre o nome das frutas, dos cereais, dos legumes, das hortaliças, dos animais e de muitos objetos, aquelas pessoas se encontram com conhecidos, discutem sobre os fatos acontecidos, se comunicam e ficam informadas sobre as situações locais, além de obterem suprimento para sua alimentação durante o período da semana. As feiras-livres, antigamente, eram muito mais freqüentadas. Ali iam os cantadores de viola, os vendedores de cordel dentre muitas coisas que poderiam ser vistas. Hoje tudo mudou, quando se vai a uma feira, já não se vêem tantas pessoas, muitas vezes as pessoas vão a feira apenas em busca de algo. As mercadorias encontradas nas feiras, além de serem mais caras, apresentam ainda menor qualidade. Atualmente, poucos comerciantes resistem a pressão dos novos grandes mercados. Hoje existem as grandes redes de supermercados que são bem dotadas tecnologia de conservação dos produtos. Estas novas tecnologias usadas pelas grandes redes de supermercados, além de reduzirem o custo dos produtos, faz com que tenham maior qualidade. As grandes redes de supermercados, em sua maioria de origem estrangeira, foram suprimindo as feiras-livres. Estas são hoje reduzidas a pequenos espaços em poucas cidades.
As feiras que existem estão fadadas a extinção. A propósito gosto de feira e hoje fui a uma feira, no Luizorte em Uberlândia, onde vendem um pastel muito bom. Confesso que fiquei muito triste, pois vi que as mercarias não eram de boa qualidade e eram caras. Percebi ainda que apenas pessoas com baixo poder aquisitivo freqüentavam aquele ambiente. Em seguida fui a um grande supermercado que estava cheio de gente comprando tudo industrializado ou não industrializado, mas em melhor estado de conservação. Percebi quanto é triste esta situação. Na cidade de onde vim a muito tempo que as feiras acabaram, pois o investimento em uma feira traz é prejuízo.
A extinção das feiras-livres é uma coisa muito triste, pois com esta extinguem-se todas as relações sociais que tanto nos humanizavam.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Noite

E a noite arde em calor,
e a brisa entra janela a dentro,
sinto-me suave,
leve feito bolha de sabão
ao vento...
O grilo canta a noite
e a rua vazia
anuncia que é hora
de anoitecer os olhos
e descansar a alma.

Obrigado sol

E todos os dias quando o sol nasce devemos agradece-lo por sua luz que nos aquece e nos ilumina.
Devemos agradecer ao sol por revelar a beleza das flores, suas formas e suas cores.
Devemos agradecer o sol por nos permitir vermos horizontes mais próximo que o céu e as estrelas.
O sol tudo revela a quem tem bons olhos para a vida, a quem o agradece o bem diz,
pois sem o sol não haveria fotossíntese, açúcares ou qualquer forma de vida não estranha.
Agradeçamos ao sol sempre.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O luar

O luar quando me olha é generoso. Queria ser como a lua que reflete toda a luz do sol e alumia a noite para as feras, as flores e as mariposas.

Suave

A manhã nasceu tão suave,
ouço de longe o som das
ondas do mar quebrarem-se
na praia.
Pela janela vejo no jardim
uma pequena roseira
com seis rosas brancas
e sob a roseira
pétalas perfumam o chão,
grama coberta de pétalas,
virgens pétalas.
Do outro lado da rua
a ixora está tão encarnada,
me acena,
ou será o vento que a balança?
Apesar da brisa faz um calor
e a manhã segue
encantada com as ondas
da praia.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Minha mansarda

Na minha mansarda tem uma grande acácia de cachos de flores amarelas tão belas.
Através de minha mansarda vejo meu lindo jardim, com samambaias e monocots
e dicots. O piso que cobre o meu jardim é ocráceo, mais para o marrom.
Sob a sombra da acácia, sobre o muro pus frutas e as aves aprenderam a comer
e a cantar. E todos os dias me sinto feliz na minha mansarda.
Hoje estou em outra mansarda é interessante, pois tem uma  casa verde em frente
onde se encontra uma planta de camélia e uma Ixora de flores vermelhas.
A mulher cria um cão muito simpático e obediente.
A minha mansarda é mais interessante!

Angustia

Acho que nunca seremos completamente feliz, pois acho que a felicidade plena não existe. Trata-se apensas de um ideal, algo platônico. Acho que por termos essa capacidade de viver em dois mundos. O mundo das ideias e o mundo real são lugares que são povoadas por nós pobres seres. Basta apenas um aroma, uma forma, uma cor ou uma canção para fugirmos para o mundo de imaginação onde guardamos nossas memórias. Este lugar é    plenamente íntimo e subjetivo. É lá onde estão arquivados tudo que passou em nossa vida. É lá onde guardamos a ideia de felicidade. 

Chuvinha

A manhã preguiçosa surge lentamente. Enquanto chove uma chuva suave.
E a chuva suave faz suar um doce som
e faz entrar pela janela uma brisa suave.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Através

Através da janela entra a brisa fresca,
assim como a luz que se diluí no fim da tarde,
o sol quase se apagou, as ruas já não ardem em calor.
Através da janela miro par o céu e vejo
lindas nuvens douradas
pela a última luz do sol,
é fim de dia
e o mar continua num vai e vem,
quebra na praia sem parar.
Amanhã é outro dia,
outras paisagens entrarão em minha janela.
Entrará a brisa
e a luz do sol
e outra vez...
e outras vezes...
Vejo belos animais nas nuvens,
bichos dourados...

Que virá?

E o que guarda um dia?
Quem sabe uma poesia,
quem sabe quanta magia
há de se encontrar em um dia?
Sob a árvore, refresco o calor,
sinto o aroma da terra,
e a frescura da brisa da praia.
As matas são tão verdes
e as tardes tão maravilhosas,
longas tardes...
Nunca se sabe o que nos gurda um dia...
nunca se sabe nada...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O mar

Ah, andar na areia branca da praia
e olhar para o horizonte azul,
que abriga o mar, com suas águas
geladas, quase paradas.
Sentir quão intensa é a luz do sol
e amena a brisa do mar.
E olha para trás e ver as florestas
verdes e úmidas.
Como encanta o mar,
quantas pessoa já
não cantaram o mar.
Ontem a noite, a lua estava minguante
queria ver a lua
sendo refletida no mar,
queria ver a luz da lua molhada,
refrescada....
Mas a luz não se molha
e o horizonte nunca tem fim,
e assim é o mar onde quer
que eu vá.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Chuva voltou

Eis que a tarde a chuva caiu e pro céu levou o calor.
Hoje o dia mudou, ficou mais amino, mais belo.
Com a chuva as ervas tornam-se mais viçosas
e belas e floridas.
Que deus leve os dias quentes,
que ele os abençoe
e que me permita viver
sempre que possível
um clima agradável...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A busca

Às vezes me afogo em maus ares e pensamentos e sinto-me triste e angustiado. Mas sei que sempre ressurjo como cinzas surgem após o fogo. A cinza surge leve, suave e macia. Para que se apegar a tanta ilusão, na vida tudo é ilusão, o fogo tudo consome e sobram apenas as cinzas. Não entendo porque sempre nos sentimos deprimidos quando simplesmente não realizamos algo. O riso é uma consequência da boa ordem. Mas temos que seguir em frente diante da desordem, afinal tudo tende a entropia, a desordem. Nunca podemos esperar que nos afaguem o cabelo, temos que aprender a resolver nossos problemas que se tornam infinitos quanto estamos indispostos a resolve-los.
Quando o sol nascer, ouça o canto das aves e depois abra sua janela e veja como está o seu jardim. Se houver flores abertas e viçosas, sorria para elas, pois são um indicativo de que sempre haverá esperança. E se mesmo assim houver maus ares e se ainda se sentir triste e angustiado. Caminhe e veja o mundo com suas formas, cores, aromas, texturas, temperaturas e se ainda assim estiver triste. Vá aprender tango.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Flores da manhã

As flores se abrem suaves e belas
pela manhã e se agitam ao sopro
da brisa e perfumam os jardins
e as praças e as ruas.
A flores coloridas e alegres
povoam nosso viver de mais beleza,
mais encanto e mais felicidade.
Mas as flores são tão efêmeras,
por isso temos que cultivar
nossa roseira, por isso
temos que cuidar de nosso jardim,
e assim uma flor desabrochará
ainda mais bela a cada manhã
e na manhã seguinte e seguinte...
Assim como o cuidado com as flores,
precisamos ter cuidado conosco também,
pois a vida é muito efêmera
e não cremas, mas a qualquer instante
podemos simplesmente nos encantar.

Ah, quando abro minha janela pela manhã,
eu vejo tanto vigor nas flores, nas plantas,
no sol ou na chuva, mas quando vou
ao banheiro e me olho ao espelho,
vejo que não sou tão jovem
quanto ontem na minha infância
e juventude,
e cada vez mais vejo que tenho
que cuidar mais de mim,
tenho que viver mais feliz
e por vezes esquecer
os problemas e dramas
da vida porque eles nunca
se acabarão,
eu morrerei e eles continuarão...
Por isso olho para
as flores da manhã,
pra entender que mesmo
sendo breve a vida,
vale a pena ser vivida.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Será?

Canta baixo o sabiá,
parece está a afinar seu canto.
Canta baixo sem parar.
O jardim arde de calor,
algumas plantas estão
de folhas murchas.
Mas canta o sabiá,
sabe que logo a chuva vai chegar.
Ou será um sabia jovem a cantar?
Será?

Quem sou

O que fiz do meu tempo?
Passei muito tempo ao léu.
Eu fiquei olhando para tempo
e para o mundo e não conseguia
entender nada.
Quantas tardes a fio,
curtia minha preguiça
e mais nada.
Então aprendi a ler
e eu li muito.
Passei a ocupar o meu tempo
com as palavras.
Mas as coisas sempre me chamavam atenção.
Nunca me comuniquei bem,
por isso  me escondi entre
as palavras
e me perdi no tempo
sem saber o que fazer
ou quem sou.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Lua recatada

E a noite caiu, silenciosamente escureceu.
O sol sumiu poente a baixo,
sumiu lembando a luz e deixando
o calor. E calmamente o mundo
foi se apagando enquanto
as estrelas longínguas
foram se acendendo no céu.
Silenciosamente a noite
preencheu os vales
e ocupou as serras com
sua escura sombra.
Hoje tem lua.
Mas é lua cheia não sei.
A lua é tão recatada
que quando chega se não for
ao jardim é capaz de não se perceber.

Vou a área, sento a cadeira
e vejo a noite cair
e ouço o rádio tocar
as ave marias
das seis horas.

A natureza recatada
assume o instante primitivo.

Paciência é só o brilho do sol

E quando a chuva partiu,
o sol logo sorriu,
o sol mal apareceu,
o mundo logo aqueceu.
E agora paciência,
é verão,
quem não tem piscina
ou é cão,
aguente o calor.
Paciência, aqui parece nunca
haver meio termo,
quando chove, chove muito
e quando faz calor,
sai de baixo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Paciência

Os dias tem sido tão quentes e secos. Não gosto muito de dias assim, pois nestes dias não tenho animo para nada. Fico em casa e só tenho vontade de comer. Fico ansioso.
Bem queria ser como o sanhaço ou o pica-pau pousar na sombra e deliciar de uma fruta.
Mas que coisa eu penso. Pensar já diria Pessoa é está doente dos olhos.
Então penso tanta coisa... Fico preocupado, coisa que de nada adianta.
Paciência com o dia quente, com a vida, pois é tudo coisa da minha mente.
É sempre tudo coisa de nossas cabeças...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Além do meu jardim

Enquanto meu jardim está viridescente e o sol brilha intensamente. A Europa está branca coberta de neve. O nordeste brasileiro está seco feito pó. No oriente pessoas se matam com seus atentados loucos, coisa que nunca entenderei. A Somália está mais uma vez sendo assolada pela fome.
Enquanto meu jardim tem uma sombra onde sanhaçus comem banana. Nas feiras de São Paulo feirantes gritam   palavras de duplo sentido e as pessoas pra lá e pra cá escolhem as frutas pela beleza ou pelo valor.
Enquanto o meu jardim verdeja. Os carros com som auto incomodam as pessoas ou nem isso mais acontece.
Acho que estou ficando velho de mais para o mundo, não suporto o mundo além do meu jardim.

Sol

Sol quente, luz em excesso.
Ai que dias mais longos.
Esses dias me deixam
impaciente, parece que não passam.
Não sinto vontade de fazer nada.
Não sinto interesse por nada...

Averso

O sol brilha intensamente. É verão.
Nenhuma folha se move, a brisa sumiu.
Por onde andará o vento?
Meu jardim já está pedindo água,
as folhas secas se acumulam sobre o chão árido.
A luz intensa do sol clareia todo meu quarto.
E o calor que surge com toda sua intensidade e chega a me incomodar.
Ligo o ventilador e fico a pensar no meu pensar.
Fico a pensar na ordem das coisas,
a pensar na desordem que há no mundo,
mas que existe uma certa ordem nesta desordem do mundo.
A vida, pra ser vida é preciso que haja ordem
e é a desordem que ceifa a vida.
Então acho que seria melhor se ouvisse algo.
Ligo o computador e lembro de Verdi.
Sim o Nabuco e então ouço e aprecio o som das vozes italianas.
Ah, neste instante me livro dos pensamentos humanos
como quem ama, como quem fuma e como quem bebe
e neste instante esqueço tudo é como se renascesse.
O tempo vai passando e o calor só aumenta.
Prefiro a chuva, mas não posso viver
num mundo onde só haja chuva.
Não posso viver apenas o que nos dar prazer.
É preciso viver o desconhecido e o adverso que é para amar mais o que se tem
ou aprender a amar outras coisas.
Num dia de sol por exemplo
as coisas são mais nítidas, claras,
então saibamos aproveitar das coisas nítidas e claras.
E viva ao Nabuco, viva ao sol e ao dia quente.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Enterrar

As vezes  nos sentimos tristes, cansados. Às vezes nos sentimos tão mal que nem a mais bela tarde de crepúsculo nos anima, nem mesmo a brisa que sopra de longe nos trazendo frescor. Algumas coisas acontecem nas nossas vidas que tem que serem vividas e sofridas, digeridas e depois esquecidas. Tem fatos que nos machucam muito.  Não adianta sorrir quando o coração sofre e é preciso sofrer e enterrar o que não presta, não falo de sementes, mas esquecer o que nos faz mal.

Pensar, sonhar e existir


Todo o meu ser é pensar, sonhar e existir. Não tenho como escapar dos acidentes da vida. Às vezes a vida é um acidente, um triste acidente em que se tem que viver até o fim. O resultados todos já sabemos que a perca é inevitável. E passamos a vida a pensar em algo que nos faça mais feliz, algo que nos faça esquecer o que é óbvio a morte é certa. E quando vivemos, ou melhor sobrevivemos, nas condições mínimas à vida temos que sonhar, senão resta-nos existir. Felizes são os animais e vegetais que vivem e não se dão por isso. Alguns sabem como lidar com a vida enquanto outros não sabem lidar com nada. Quantas vezes ficamos aflitos para que tudo dê certo e então passamos a pensar, a sonhar. Porque existimos independente disto. 

Estações

Abro a janela e olho o jardim coberto de arbustos, samambaias e as folhas secas. Ainda sinto o aroma da noite que a pouco partiu. Respiro profundamente e por um instante viajo no mais longe dos lugares impregnado em meu pensamento. Ah, as folhas secas se acumulam em meu jardim. Minha pobre acácia está sendo atacada    por fungos. E a minha alamanda seca as folhas. Olho para o céu que anda tão azul e penso na vida e não penso em nada. Estações do ano, oh estações ensina-me a amá-las uma a uma. Porque há algo que me faz ser metafísico. Será a ausência da chuva ou do vento?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Espera

A manhã chegará, assim como a tarde e a noite. Tudo passa e nada fica. Quando as coisas são belas continuam vivas. Quanto mais leio Pessoa mais vontade tenho de ler novamente e o mesmo acontece com Borges. Temos que descobrir algo que nos faça bem todos os dias porque esperar por nossos sonhos, isso nos cansa. Ainda mais quando as coisas não dependem apenas de nós. Por isso tem gente que come chocolate, gente que fuma, gente que bebe, nada justifica nada, mas precisamos desfazer de certos pensamentos que nos consomem. Nesse mundo tem que se aprender muitas vezes ao avesso. Não existe o certo. As regras existem para darem uma resolução mais otimizada aos problemas, mas existem pessoas que não entendem nada disso. E nos cansam e se cansam. Leia poesia, leia poesia. Porque amanhã nada sobrará,
absolutamente nada e tudo passará antes de ter chegado.

Bendito

Bendita seja toda manhã em minha vida. Bendito seja a presença do sol ou da chuva. Devemos celebrar a vida todos os dias, todas manhãs, tardes e noites. Devemos celebrar a vida a todo instante, pois tudo que acontece em nossa vida é uma dádiva. A vida é o maior acaso que ocorre no universo. Embora hajam boas e más sortes , não somos responsáveis por muitas coisas que acontecem em nossas vidas. Mas uma vez vivos, bem digamos nossa vida. Um diamante e belo, um carro, uma arte, mas não tem vida própria e não tem valor algum senão for cativado, nos do contrário, somos vivos e podemos fazer de nossos instante expressões eternas ou simplesmente sermos consumidos como adubo e mais nada.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Paraíso

E quando a noite chega, depois que o sol partiu, tudo é escuro.
As flores se fecham e a natureza silencia, apenas o riacho canta noite a dentro.
Suas águas limpas, cansadas, fluem sempre para baixo.
Os pirilampos piscam, piscam e piscam
remedando as estrelas.
Os lobos saem a caça, assim como as corujas e os morcegos.
Vez por outra uma coruja canta chamando a meia noite.
Tudo é escuro, tão natural.
No jardim sapos comem insetos sossegadamente,
A brisa da noite sopra suave,
e a noite vai indo, silenciosa como o sono de criança.
Vai levando os sonhos das crianças
para o paraíso. 

Saudades

E aqui em Campinas todos os dias acordo ao som da maritaca, mas hoje ouvi um som diferente, era o som de um gavião. Que canto lindo. Bateu uma saudade das casas de meus pais.