quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O bolo

O bolo

Certa noite, havia uma festa de aniversário surpresa. Foi feito um bolo para comemorar a felicita data. A noite todos os convidados chegaram no horário acertado. Conversa vai conversa vêm. A demora se prolonga. O bolo fica sobre a mesa exposto junto com uma vasilha de beijinho, três pães, dois refrigerantes. O impaciente abre o guaraná, corta o pão... outro coloca um quarto do copo.
E lá se vai o guaraná. Uma boca nervosa ataca o pão, os frios. já é 23h e a aniversariante não chega.
As pessoas se dispersaram, uns foram ver futebol na sala, outros falam... falam. E o bolo espera esquentando.
Fomos embora e não sei o fim da estória.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Planta?

o tom das cores,
o tom das flores,
que planta é essa?
Tipuana.
E essa?
olho de pombo.
flores amarelas.

as formigas gostam muito de coletar,
as flores destas plantas.

Eterno

Não há tempo que demore pela eternidade,
dias melhores virão.
Tudo passa, embora o cansaço nos siga.

Quantas vezes falta força para concluir o que se começou.

Falta convicção.

Dias melhores virão.

Quanto tempo gasto, precioso tempo gasto com essas ideias.

A vida é curta,
levanta bate a poeira e dar a volta por cima ja dizia Caime.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Myosotis


Myosotis de flor azul,
cresce nos jardins entre as cercas,
crescem ao ar livre.

Myosotis azul,
flores pequenas charmosas,
flores azuis...

Myosotis adora as montanhas,
adora ouvir o som das águas correntes,
sentir a chuva e a neblina da manhã.

gosta de ver o jardim campinado.

Desabrocha azul o myosotis.
sob a araucária bem em frente ao mosteiro Santa Clara de Itajubá.

bem vinda primavera



Flores da primavera,
azuis, brancas, amarelas,
verdes, lilás são todas belas.

Flores da primavera,
árvores se vestindo e
logo as flores surgindo.

Tênues e efêmeras são todas belas
as flores da primavera.

Jardins coloridos,
tempos idos,
o mês de setembro está quase todo ido,
passou-se seco, mas agora que choveu.
Agora que choveu,
o mundo ta mais verde,
mais colorido.

Primeiro foi a florada dos ipês,
agora floram as sibipirunas,
os guapuruvus todos de flor amarela.

As quaresmeiras floram todo tempo lilás.

Agora que é primavera...
as flores estão mais belas...


primavera

Céu nublado,
dia ameno,
canta o sabiá,
canta o tico-tico.

salas vazias,
o silêncio é quebrado,
no trabalho dos homens
pintando as colunas do prédio.

o verde toma conta dos espaços.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Momento

O momento.

Apreendo o momento,
cristalizo o instante,
numa foto,
numa pintura,
num texto.

A foto apreende as cores,
as formas.

A pintura acrescenta as cores do sentimento.

O texto nos fala do clima, cheiro e a cor.

A foto e a pintura não podem ser desfrutada por quem não ver,
o texto pode ser sentido pelos dedos.


A casa de vo sinha

A casa de avó Sinhá.

Vovó Sinhá tinha duas casas uma na serra e outra no sertão.
A do sertão é a que gosto mais, pois era mais simples. Só tinha a sala de alvenaria e todo o resto de taipa. A parte de taipa era tão engraçada, era toda engembrada, desde o teto as paredes, tinha grandes moirões sustentando as paredes. A cozinha muito era preta da fumaça da comida. A comida era feita com lenha tirada no broque bem próximo dali. Quando chovia aquele lugar ficava lindo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cadelinha!

O calor do dia,
a preguiça.

Sobre o colchão dorme a cadelinha, ventilador ligado.
Hoje ela foi ao petshop onde teve o pelo tosado,
o corpo banhado.

Mirando fora da janela,
sob o sol escaldante,
trabalham o pedreiro e seu ajudante.

Desde cedo trabalha no calor.
Quanto vale seu trabalho?


Fome

A fome!

Quando sinto fome não penso,
qualquer coisa dispenso,
quero comer,
não adianta,
não consigo fazer nada,
se quer uma piada.

Quando tenho fome,
faço o que comer,
ou pago pra alguém fazer.

Quando tenho fome
sou outra pessoa.

Sinto fome todos os dias
os mesmos horários e sempre tenho o que comer.

Mas quem não tem?
o que é viver pra essas pessoas?

meio dia

O sol no meio do céu,
brilha intensamente,
tudo intensamente branco,
quente.

O céu num azul claro,
até o verde das plantas furtam a cor,
nossos corpos é puro calor.

Fadiga e ociosidade nos impedem de trabalhar,

como pensar sob o sol escaldante do meio dia.

Mole o corpo transpira,
a fadiga e o cansaço.

Aqui a natureza se impõe.

É preciso paciência,
senão se enlouquece.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A graça da praça

Quando era menino queria crescer para passear na praça sozinho,
mas só me restava o cos da calça de meus pais, que diziam
tenha calma, já acaba, cale a boca.
Finalmente fui crescendo e me tornando livre, e então podia ir a praça quando quisesse,
desfrutei muito dessa liberdade, mas o tempo passa.
E aquela praça perdeu a graça, as meninas não me olhavam,
fui conhecer outra praça a da cidade vizinha, curti por um tempo, mas também ficou sem graça,
eu não percebia que era eu que estava perdendo a graça e cedendo espaço para os outros
rapazes que se tornavam livres. O tempo passou, fui embora da cidade,
para a universidade onde tinha praça, mas vazia e sem graça,
o que me encantava eram as discussões.
Quando voltei para casa, já tinha perdido parte de mim, já tinha construído outro eu.
Quem eu deixei evoluira e eu me perdera.
Gerações novas vieram e sequem lembram de mim.

Aquela praça foi reformada perdeu os bancos o riso e eu
pareço meu pai ontem.

Água

Um copo laranja, transparente cheio de água sobre a mesa.
Esse copo dar forma a água informe.
Um limite sutil entre sólido, liquido e gasoso.
O copo e a água.
O copo da forma a água e a água toma a forma do copo.
Tomo a água o copo se esvazia,
meu corpo resfria,
e a água agora me constitui.
o copo é só um objeto.
A água o precioso conteúdo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Chuva


Hoje tão de distante do sertão,
distante das terras de seixos,
solos solos e plantas nuas, algumas quase em extinsão,

plantas armadas, curvadas as vezes românticas,
algumas parecem candelabros ornando os serrotes,
onde encontramos magotes de bodes.

Saudades do calor ardente,
do canto da cigarra,
do entardecer com suas barras.

Hoje tão distante,
quando vi a chuva cair,
ai lembrei de lá,
lembrei de ver papai correr,
com medo do relampago e do trovão,
lembrei dele falar fulamo morreu de um raio,
o filho de zacarias.
Conheci um professor, Geraldo, cujo avô lá pras bandas de Barbalha morrera de um raio.

Lembrei do meu sertão,
que agradecia a chuva exalando um cheiro gostoso,
gota a gota na bica,
juntava-se formando um cano d'agua, oba amanhã não vou butar água.

A chuva cai, a chuva caia, me trazendo alegria,
me trazendo poesia...

domingo, 19 de setembro de 2010

Vento

O vento que não dorme,
viaja mundo a fora,
a toda e qualquer hora,
principalmente em dia ensolarado,
sai por ai empolgado,
a beijar as flores,
mexer com as árvores,
fazendo-as chiar.

Sai por ai, de cá pra lá,
este sem vergonha,
muito cedo, antes que o sol me acordasse,
já veio me incomodar,
entrou de fininho,
por debaixo da porta,
soprando em meu rosto,
me fez acordar,
fez a acacia da minha minha rua a chiar,
vi a incitando a brigar,

veio e ficou,
chamou o sol,

me trouxe o dia.

Bem quase não consegui acordar,
meus olhos resistiam em abrir,
mas abriu,
minha bexiga exigiu,
desapertar,
foi ao banheiro,
enquanto isso o sol inundou meu quarto de luz,

quando voltei para a cama,
já era dia,
hum que frio,
foi o vento que trouxe o frio,
me enrolei no cobertor,
e olhei de lado,
debaixo da tv,

uma linda kalanchoe,
de sorriso ardente,
picante,
enamorada,
vermelha,
sorria, como sorria,
ao ver e ou vir o vento,
batendo na porta,
exigindo seus beijos,
quando ela me viu observando essa cena,
ficou mais vermelha,
sorriu emcabulada,
sorri e corri com o sol,
que não deixou os passarinhos cantarem,

talvez tenha trazido o frio,
ou sei lá,

sei que a rua tá vazia, só o silêncio ai habita agora.
e o vento...

vai viajar vento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

caminhos

Quantos caminhos temos para seguir?

Depende de onde queremos chegar, do que buscamos.

alimenta tua alma

Alimenta tua alma todo dia,
os dias são lisos, e foge de nós sem percebermos.
Não sabemos quanto nos resta, ainda bem senão entrariamos em desespero.
Alimentemos nossa alma que tudo que temos,
quando o tempo passa tudo perdemos,
esperamos na esperança tudo melhorar.
As vezes parece um engano que nada muda.

Quem sabe?

Alimenta tua alma todo dia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O que me faz viver?



Praticamente faço as mesmas coisas todos os dias. Acordo, tomo café, vou para a universidade, trabalho, estudo, almoço, trabalho, volto pra casa e descanso. As vezes isso tudo parece não ter sentido, pois é tão mecânico. O que me prende a essa rotina diária? Talvez os fatos, as ideias que construo e vou alimentando constantemente, transformando meus atos. Acho interessante o que acontece em Brasília, São Paulo e Campinas, já que vivo aqui, me interessa saber o que está acontecendo aqui, portanto os jornais prendem parte do meu tempo. Gosto do estudo que desenvolvo, acho um tanto quanto complexo, às vezes fico de cabeça quente, mas aprendi a apanhar e a não fazer as coisas como deveria. Talvez não obtenha tantos resultados, mas enfim faz parte de mim. Não que queira me enganar, tenho que melhorar cada dia e melhoro, talvez não no que eu deveria, mas melhoro. Gasto parte do meu tempo tentando me programar para o que devo fazer. Adoro conversar com os amigos, falar coisas indelicadas, rir, almoçar com eles, trocar minhas ideias. Meus amigos são algo muito importante pra mim passo o tempo suficiente com eles. Bem minha namorada mora longe daqui nos vemos nos fins de semana, conversamos via chat e telefone é um tempo precioso sua presença. Confesso que passo maior parte do meu tempo comigo mesmo. Pensando, gulosamente tentando apreender o mundo e minha mente caminho, penso, sento e leio, penso, ouço rádio e penso, tento usar todas as vias que possam me trazer conhecimento. Portanto passo maior parte da vida aprendendo.
Percebo agora o que me motiva viver é a busca pelo saber pensar.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Silencio da noite

O silêncio da noite.

Noite de inverno se entregando ao verão,
céu limpo estrelado,
noite muito escura,

faz um silêncio aqui,
silêncio que não se ouve um grilo.

Faz tempo que não ouço grilos,
mas mosquitos, incomodam quase sempre.

Hoje nessa noite,
eles resolveram fazer silêncio.

Será que estou surdo ou faz silêncio,
ou desconheço o significado de SILÊNCIO.

A noite adentro se arrasta,
sem vento,
sem som,

marcando o tempo no pulsar das estrelas.

Conversando.

É conversando que se esvazia e se enche.

Quando estamos com a cabeça quente, cheia de idéias ou problemas, sem saber o que fazer, ficamos nervosos, ansiosos e talvez desesperados. As coisas parecem conspirar contra nós. Tudo bem tenha calma, respire e tente relaxar. A melhor coisa que se tem para fazer é buscar um amigo e conversar sobre qualquer coisa até mesmo aquilo que te incomoda. Porém é difícil encontrar alguém que te escute, pois muitas vezes os os problemas são tão peculiares que seria impossível um amigo resolve-lo, convidi-0 para tomar um café. Conversar é muito importante, pois veja bem no momento que voce senta com a outra pessoa e começa a conversar, começas a organizar suas ideias e logo as soluções vão começando a brilhar na mente. Seja mais paciente com a vida, com as pessoas. As coisas sempre se resolvem e conversando voce abre sua mente.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Primavera


Cor de gema,
ou será gota,
sem clara,
um girassol,

Vejam

ai vem a primavera.

Quotidiano

Quando olho no horizonte e vejo o sol pleno surgindo lentamente,
na velocidade de uma antese. Inspiro fundo sinto o aroma do dia.
Sinto a brisa matinal, o cheiro frio deixado pela noite que passou.
Ouço o cantar das aves, o vento a assanhar a copa das árvores.

Quando eu acordo e saio fora da porta que vejo o cachorro espreguiçar,
tremendo o corpo, abrindo a boca e curvando a língua e rosnando,
abanando o rabo de alegria, parece até que ouço ele falar um bom dia.

Os primeiros passos são para arrumar a rádio do celular,
encontro alguém e solto um bom dia.

Sempre tem algo belo para observar.
Flores das árvores, das ervas e o aurora da manhã.

Os carros começam a passar.

O dia segue ao sabor do vento!

Quotidiano

Quando olho no horizonte e vejo o sol pleno surgindo lentamente,
na velocidade de uma antese. Inspiro fundo sinto o aroma do dia.
Sinto a brisa matinal, o cheiro frio deixado pela noite que passou.
Ouço o cantar das aves, o vento a assanhar a copa das árvores.

Quando eu acordo e saio fora da porta que vejo o cachorro espreguiçar,
tremendo o corpo, abrindo a boca e curvando a língua e rosnando,
abanando o rabo de alegria, parece até que ouço ele falar um bom dia.

Os primeiros passos são para arrumar a rádio do celular,
encontro alguém e solto um bom dia.

Sempre tem algo belo para observar.
Flores das árvores, das ervas e o aurora da manhã.

Os carros começam a passar.

O dia segue ao sabor do vento!

Um dia maravilhoso

Quando acordei, pensei hoje vai ser um ótimo dia.
O dia começou, fui trabalhar e pouca coisa pude fazer, mas fiz.
A tarde me dei conta que algumas não poderiam ser resolvidas no meu trabalho.
Fui mais cedo para casa, tomei um banho frio e seguir para tentar não perder a tarde.
Resolvi várias coisas no mesmo dia.
O dia hoje foi produtivo, pena que nem todos dos dias sejam assim.
Um comentário me desagradou, mas o dia foi maravilhoso.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Primeira solidão


Fui ao quintal,
vias flores de cores lilás e branca.

vi formigas sobre bagaço de laranja,
uma população linda.

Vi a casa de abelha,
num entra e sai destas a trabalhar.

Vi o silêncio da manhã.

Senti a luz do sol, pura vitamina D.

Quando acordei, ouvi cantar o sabiá.

latir o cachorro, de casa e da rua.

admirei a beleza do dia,
da vida.

Senti solidão,
mas uma solidão boa,
eu comigo mesmo.

Estou sempre comigo e
ainda sinto-me feliz por isso.

acho que só eu me entendo.

Por isso acordo cedo pra ver o sol,
pra sentir a brisa da manhã,
pra encontrar um bom dia.

pra viver essa vida maluca.

domingo, 12 de setembro de 2010

vai

A tarde com o silêncio da luz do sol que parte,
desinteressante sentado na cadeira,
pensamento vago.

Um sabiá canta.
um carro passa.

o quarto fica mais escuro,
frio e vazio.

Tudo e nada.
mente vazia.

Tarde de domingo.

sábado, 11 de setembro de 2010

A semente

Uma semente

Enquanto caminhava sem pressa olhava para o chão e nessas varreduras encontrei uma semente.
Isso uma semente, parecia pintada de preto e vermelho ou de vermelho e preto tanto faz. Uma semente rubro negra, mas de que planta será essa semente? Minha mente viajou e não encontrou nenhuma lembrança de algo semelhante. Encarei aquela semente e esta parecia me encarar. Fiquei encantado e ao mesmo tempo curioso. De onde veio? pertence a que planta? bem pelo tamanho parece ser de uma árvore. Puz na palma da mão e fiquei hipnotizado. Se eu plantar ela nasce?
Coloquei-a no bolso da muchila e fui embora para a taxonomia. Ah! desculpem essa curiosidade surgiu por que sou botânico, risos. Talvez não aquela semente chamaria atenção até o mais insensíveis dos homens. Será não sei. Quanto chegue ao laboratório minha mente tinha esquecido aquela vida latente. Tempos depois mexendo na minha muchila encontrei-a e ainda tinha aquela dúvida. Fui na estante do Marcelo, meu colega de moradia, sobre plantas do Cerrado Paulista folhiei e várias páginas até que achei na página 207. Semente da espécie Ormosia Arborea da família Leguminosae, vulgamente conhecida como olho de cabra.
Decifei-a sobre a visão taxonomica, mas quimicamente de que é constituída, se plantar ela nasce?
Ai já é outra história.

Pais

Quando papai fala, todo mundo cala.
Quando mamãe fala, todo mundo cala.
Quem fala mais?
Não sei, são tão humildes e modestos.

Quem sou.

Quem eu sou?

Meu passado ficou para trás, atrás da serra onde o sol se põe.
Está adormecido, talvez escondido, mas seu reflexo reluz em mim.
Sim quando eu falo e quando calo.
Porque nunca deixei de ser eu.
Eu carrego minha cultura, minhas raiz em mim,
vinte anos só de interior,
vinte anos no interior,
assim me constituí,
aprendi com o silêncio das plantas a calar,
não aprendi a comunicar,
só sei falar o que vem a mim língua,
falo, metade do que falo pode se escorrer pelo ralo,
não se aproveita nada,
aprendi com a brida da tarde que me fala e não diz nada,
mas balança os ramos das árvores,
faz o catavento girar sem parar.
Quanta coisa me constitui, quantos mundos, palavras, culturas.
O que cabe em minha mente?
Não sei, mas sei que o que tem nela me constitui.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

apego

Que loucura o que pensam sobre vencer na vida.

Passar no vestibular,
fazer faculdade, pós-graduação,
conseguir um emprego e ganhar muito dinheiro.

que sentido faz isso?

como aprendemos e nos tornamos viciados no capital?

Água

Água

Água que bebo,
sinto escorrer garganta a baixo,
sinto refrigerar o calor,
da minha carne,
dos meus nervos,
sinto esmorecer minha digestão.

Água que consumo
aos poucos me constitui,

escorre em minhas veias,
purifica meu sangue,
queima e me dar energia,

água que é transpirada,
respirada, exalada de mim.

Sem ti como viver,
sem ti irei morrer.

Água não tem cabelo,
escoa entre as mãos,
é escura, fria e profunda,
salobra.

água é vida.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Céu azul

O céu azul,
abriga nuvens brancas,
desfiadas como algodão e
aves que planam.

O céu azul,
claro com um sol de brilho intenso,

de vento escasso,

o dia claro
reflete o verde viçoso das folhas,
as cores das flores,
as paredes cobertas de musgos.

o céu azul,
no dia de sol.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

chuva na tarde

Que tarde chuvosa,
que barulho das gotas caindo,
dos pássaros cantando,
pardais, sanhaçus e sabiás.

Ouço a bbc que toca
uma melodia, maravilhosa.

Tarde chuvosa!

preguiçosa!

dar vontade de deitar,
dormir...

Eu me lembro,
de em 2001 está no RN,
em São João do Sabuji,

fazia tanto calor naquele sertão,
todo mundo se preparava para o desfile,

Rubens, Anderson e Tamar.

chuva de primavera

A chuva cai molhando e desfazendo a poeira,
gota a gota molha a telha, a rua e vai lavando,
as árvores e vem trazendo força para a floração.

A chuva anuncia a chegada de uma nova estação,
sem muito sol, muita luz ou muita canseira.

É logo mais a a primavera vai chegando,
pra fazer o mundo mais belo,
colorido...
Bem que as aves avisaram hoje cedo,
também as árvores já demonstravam isso,
trocaram as folhas,
verdes empoeiradas,
agora lavadas,

pela chuva

feriado 2

O sol não apareceu, pois as nuvens vieram e cairão,
gota a gota, umedeceram e amenizaram o clima.

Feliz cantaram o sabiá, o roxinó, a cambacica e o sanhaçu.
O cachorro da casa, Estrela, late como quem canta, pausadamente, ruge.

O dia sete de setembro é um dia de feriado que me faz bem.

Hoje duplamente bem.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

é

Quantas palavras usarei para fazer algo, mágico, encantador surgir?
Que texto escreverei?
Não sei!
Até lá vou vivendo, matutando, maturando uma ideia, outra e nessa indecisão.
Não chego lá.
sei lá.

À tarde

Estava impaciente, pois passara o dia todo enfurnado em meu quarto. O sol brilhou o dia todo, mas não foi um dia quente. Essa impaciência me faz pegar a bike e sair pra ver o mundo, a tarde.
Sai bem devagar e fui andando vendo as casas, as ruas, cruzando os bairros. Assim consegui me livrar do incomodo. Passei por praças, e perto da fazenda onde contemplei o por do sol ao sabor dulcíssimo de amoras. Minha língua chegou a ficar roxa. Hum que doce tarde. Bem logo começou a ventar um vento frio e ficou nublado.
Assim foi o fim do dia.


A tarde veio e se foi,
a tarde veio vermelha,
depois ficou azul,
azul marinho,
e então as estrelas apareceram.
a tarde se foi,
fria e solitária,


Música

Música divina Música,
tu que me seduz,
me leva pra viajar,
nas asas da imaginação.

Paro, respiro e vivo.

Música,

tu que resististes ao tempo,
permanece, linda e encantadora,
não perdes o encanto.

Ah, quem te concebeu já partiu,
e tu permanece eterna,
encantando, amortizando,
a vida e seus percalços,
mostrando melhores caminhos,
a serem seguidos,
tua beleza.

Oh Música divina música.

Quanto ouço a ti,

fico encantado, enamorado e acabo por esquecer quem sou,
ou o que sou, pois sedes tão universal,
tão minha, tão democrática...

nona sinfonia de Beethoven.

feriado

Casa vazia,

Manhã leve em que a luz entra entre as frestas da janela,

Faz um friozinho gostoso.

A rua vazia exala silêncio,

As crianças e os cães dormem.

O silêncio,

A casa.

Apenas um rádio trás notícias das cidades grandes.

Silêncio,

Preguiça.

O que vou fazer,

Penso, não sei,

Enquanto isso vou matando o tempo,

Só, ao sabor da luz e do frio da manhã indecisa.

domingo, 5 de setembro de 2010

vela

O que eu quero?
Não me sentir só.
Quando?
por toda a vida.
É possível?
Não sei.

Vivo e viver é um drama.
acordo todos os dias errante como um barco a vela
levado para todo lugar e para nenhum lugar ao mesmo tempo.

sábado, 4 de setembro de 2010

sonhos ao vento

Agora que o vento levou o meu olhar,
fico ditado a sonhar,
sonhar com toda a viagem,
por onde passei,
com quem conversei,
as coisas que marquei,
o engraçado que me sinto só,
nessa viagem que é a vida,
nascemos e morreremos só,

os mundos que construímos só nossos.

as verdades que assumimos nem sempre são verdades.

em que devemos acreditar?

Não sabemos porque consumimos os sonhos alheios.

Quando acordar espero que o vento tenha voltado.

Eu me acostumo a vida.



Todos os dias quando acordo renasço, revivo e volto ao que fui ontem, anteontem.
E assim a vida vai me construindo todos os dias que um a um vão engessando uma personalidade.
Todos os dias aparecem novos desafios, nossas formas de aprender e ver o mundo.
Os dias passam sem parar, independente de mim, mesmo que me isole, me esconda ele passa.
Não cansei de lutar, pois há algo em mim que não se cansa, algumas vezes no entanto, quando estou extremamente cansado eu oro, preciso de fé, de convicção.
A vida mais parece uma batalha trágica, pois quando mais me recuso a lutar, menos vida tenho.
Eu amo a vida, mas me custa muito cansaço, estresse, amor e paixão. Tudo disso disponho para não perecer antes do tempo. Apego-me cada dia a uma coisa diferente, uma loucura diferente quem sabe. Sei que não é fácil, mas tenho que me apaixonar todos os dias pela vida. Como uma música que toca, toca sem parar a qual tenho que apreciar todas as vezes como se fosse a primeira vez.
Sentimentos como saudades, me ajudam a permanecer nos trilhos, quando estou me esquecendo, a saudade relembra. A vida é difícil e ao mesmo tem um sabor de mel. A vida nos embriaga, tira de nos todos os desejos e por fim nos entrega a morte a eternidade.
Todos os dias acordo para a vida.

O sol

O sol nasce pleno,
belo e atinge cada ponto descoberto do mundo.
E vai viajando no espaço.
Assim também viaja a terra girando em torno de si.
Gira mundo entorno do sol.
Oh sol dono da luz,
dono da vida.
A vida pulsa em cada um,
não é qualquer coisa.
A vida é um milagre alimentado pela nave mãe,
o sol.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

origem

Nem tudo que vejo entendo,
nem tudo que toco tenho noção do que seja,
nem tudo é.
Nem tudo que penso faz sentido.
Nem sempre me expresso,
simplesmente sou.
Esse corpo orgânico, humano que pode tudo e nada.
Mas preciso compreende que sem saber do simples,
não saberei nada e se souber do simples,
posso alcançar muita coisas.
um sentido para a vida.