terça-feira, 31 de agosto de 2010

verdade

Poucas verdades são ditas, as verdades incomodam, por isso ficam omissas, nos olhares, nos gestos.
A verdade incomoda como catinga de suvaco de amigo, que insistimos e silenciarmos por amizade.
Quem sabe quando se pode falar a verdade?
Nem se sabe o que é verdade, pois o que vale é quem melhor traqueja o discurso.

verão

Já é tarde, o meio dia passou, o almoço foi gostoso, mas agora ai.
que calor,
que sol forte,
que sono.
um cochilo ia bem, mas onde?
dormir não posso,
só me resta
tomar um chá e acordar.
e voltar a vida.

Ai que canseira que me dar nesse verão.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Parieiro

Seixos de pedra vermelha, solo argiloso, troncos caraquentos e cinzas dos cajueiros. Os cupins de barro, caminhos fechados pelas unhas de gatos. A alma de gato. O calor o solo molhado, coberto de grama, vem por outra uma coral. O cheiro da flor.
O gado, o pasto a vida.
Minha infância.

domingo, 29 de agosto de 2010

Meu quarto

Estou na casa de minha irmã, não é exatamente uma casa é um apartamento, muito bem organizado. Morei aqui por um ano tem uma vista agradável que dar para vilas de casa de gente muito humilde e simples. Fica bem próximo a Belmira Marinho. Bem aqui desta janela de meu quarto onde tanto olhei para o tempo, para as casas, para o movimento e nunca consegui descrever o que sentia. Bem aqui de minha cama tanto pensei, tanto li, tanto refleti, parte de mim está aqui, nos dias de sol, nos dias de chuva, de dia e de noite estive aqui. Quantas sensações senti aqui? Diversas, desesperos, medos, anciedades. Eu senti frio, senti a dor de ouvir falar que minha querida e amada vô morrera, lembro que fiquei o fim da tarde ouvindo música no escuro. Foi daqui que saltei de alegria quando passei na seleção de doutorado. Agora o que sinto neste instante não sei.
Ouço Bach e a panela de pressão e os carros, nem vejo o tempo passar, aliás já são quase meio dia.
Continuo sem saber descrever o que sinto, sei que agoras estou feliz.

Cemitério

Uma coisa que me encanta é uma pessoa que sabe contar uma boa história. Já andei um pelos mais diversos lugares no Brasil, já vi diversas pessoas boa de histórias. Confesso que uma pessoa que mais chamou atenção até hoje foi um guia, talvez tenha sido o único, mas não foi tiveram outros. Certa vez, estava eu em Buenos Aires sem ter muito o que fazer, entediado, doido para vir embora para o Brasil, faltavam três dias para meu voo de volta. Então resolvi sair um pouco para desparecer e enfim conhecer mais aquela cidade com arquitetura tão diferente a que conheço. Eu tinha em mente ver uma flor gigante que tem ao lado da Faculdade de direito, no Bairro Ricoleta. Bem um dia antes tinha ido ao zoológico com duas amigas, mas estas queriam fazer um cititur, um passei que se faz num ônibus adaptado, então decidi sair só. E ver a bela flor, sai do hostel, peguei o metro ou subter como eles chamam lá, então desci na plaza Itália e então peguei um ônibus e cheguei ao tal lugar, achei muito bonitas aquelas praças tirei inúmeras praças. Então chequei a uma feirinha bonita, mais como vida de estudante não é fácil e o dinheiro é curto só passei vendo aquelas coisas e achando o preço salgado, tinha ido a um congresso e não fazer turismo, no final da feira eis que dou de cara com um cemitério, lembrei que um amigo tinha me falado que nos cemitérios tem muita escultura segui em frente, entrei achei aquilo muito diferente, pois as tumbas pareciam malsoléus, diferentes dos cemitérios que conhecia no Brasil, e fui andando, quando olhei por uma portinhola e vi caixões grandes, velhos um, dois, três, vários, não aquilo me deu um mau está, mas segui, vendo muitas obras, mas muitos caixões e pensei vida breve. Então vi um grupo entre eles um guia. Neste dia fazia muito frio uns nove graus, o dia estava nublado. Então vi aquele home simples, idoso aparentava ter entre 65 e 70 anos nos. Falava com uma segurança e propriedade de quem conhecia tudo ali. Aquelas ruas cinzas, desprovida de planta de cores,, apenas marmores, lapides. Ele apresentava uma a uma e as tumbas e num instante, aquele lugar ermo, triste, sem vida, criou uma grandiosidade uma glória, uma potência... Estava alí as pessoas que tanto lutaram por ideais, condições e com força e suor humano ergueram uma sociedade mais forte, progressista. Ele apresentava cada uma das que ele achava mais importante com uma graça, uma intimidade que arrancava a atenção até de adolescentes. Fiquei encantado com tamanha facilidade de atrair a atenção, eram tantas as histórias que aquele cemitério encerrava em suas portas. Quantas pessoas aquele cemitério consumira ou abrigava. Sem aquele senhor, aquele monte de concreto e esqueletos não seriam nada. Muitas vezes ele quer dizer alguma coisa, mas para aqueles que conhecem, mas eu que nunca estivera alí, aquele cemitério só conseguira arrancar de mim um pavor, um medo, então quando passei a ouvir, mesmo em espanhol as histórias, os cadaveres e as tumbas ganharam vida, importância. E o senhor declamava Jorge Luiz Borges, e falava de Evita Peron, Che Guevara, os que m e lembro e conhecia, explicou as obras de arte as pessoas. Ufa! que riqueza de cultura. Então encerrou o tur em frente a saida explicou todos os símbolos que estava na saída.
Lógico que ganhou uma salva de palmas. Mesmo sem dentes ou boa feição, sequer belas roupas, aquele senhor prendeu a atenção de muita gente. Depois do tur agora indico a quem for a Buenos Aires a conhecer o Cenitério da Ricoleta e conheça o senhor que conta sua história. Finalmente ele falou que quando voltassemos lá, ele estaria presente nas 4 mil e tantas tumbas, presente mesmo que em espírito.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

mundo

Vejo o mundo,
sinto seu cheiro,
vivo no mundo,
de sol e de lua,
com ou sem rua.

Me vou e o mundo fica.
me consome.

Há limites















Onde posso ir?
Posso viajar por todo mundo, ir as terras mais distantes e conhecer as mais diferentes culturas.
Posso aprender tudo que estiver ao meu alcance, tudo que me interessar.
Posso querer fazer tudo que no instante me está acessível.
Posso modificar minha forma de ver o mundo, absorver tudo ao meu redor, mas também posso transbordar o que ha dentro de mim e mudar tudo ao meu redor.
Eu sofro e exerço influência no que me circunda.
Sentado posso fazer tudo que minha mente permite fazer, ou seja numa onda de faz de conta, posso fazer tudo ou executar tudo.
Quais são os meus limites? aqueles que os imponho.
Posso tornar-me mais interessante, sim talvez, mas preciso com certeza solver e filtrar o que há no mundo fora de mim.
Essa troca entre o eu interno e o mundo externo que me dar matérias para me constituir e constituir o mundo.
Existo, penso, reajo e avalio o quanto posso.
o infinito é o limite.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

pós-alomoço

Dia ensolarado e quente, o corpo sente uma fadiga, uma vontade de dormir. O Tempo ocioso me impede até de pensar. Impaciente com o relógio que parece que colou os ponteiros.
Vou pra fora, tomo água, tomo chá. Nada do tempo passar. Troco uma ideia, duas, três e a tarde continua. Implacável e dura a tarde me maltrata, faz sumir todas minhas ideias, meus pensamentos fogem como o cão da cruz. E esse dia tão precioso parece não querer passar, mas passa.

domingo, 22 de agosto de 2010

Sabiá

Como o sabiá canta,
canta de manhã cedo,
canta de manhã,
canta a tarde,
canta no crepúsculo.

Como o sabiá canta,
em sua breve existência,
canta!

Amanhã sabe lá o que vai acontecer,
por isso canta.

Cuida para que tudo der certo em sua vida,
canta.

Cuida para que não tenhas inimigos,
cuida para não despertar inveja.

Seja como o sabiá
que canta pra ter a natureza mais bela.

mais amenos seus dias.

canta, pois a poesia,

é o mais sábio dos discursos.

Existência

Tudo começa com um choro ingênuo de criança após ser expulsa do ventre materno. Lágrimas, sangue e dor e a vida é apresentada ao mundo que agride esse ser que nada conhece. A luz irrita seus olhos e sua pele. O ar que tem que tem que aprender a inspirar. E assim a vida entra em contato com a dor. Viver é sofrer. Ao mesmo tantas coisas nos são apresentadas no mundo.
A dor é a principal delas que irá lhes marcar por toda sua existência, sempre presente. Nós acabamos nos acostumando, porque estamos sempre sofrendo, perdendo de nossa existência. Podemos recomeçar sempre, partir de onde paramos ou simplesmente começar. Sempre. A existência é uma dádiva, algo tão tênue e precioso, no entanto nem sempre percebemos isso e achamos que a vida é um drama, na verdade a vida é uma tragédia eminente. A qualquer momento não seremos mais, já fomos, até parece uma longa viagem, sem porto, parada enquanto se existe. Os instantes passam, escoam-se como líquido sobre mármore.

Gostaria de carregar esse texto de tudo que sinto, mas não conseguiria expressar meus sentimentos.

Só sei que quando paro e penso na vida... eu tenho medo, pois a vida é algo tão maravilhoso, precioso, mas que não está em nosso domínio o quanto de tempo a teremos.
Não somos como as pedras que tem sua existência prolongada pela matéria que a constitui. Não somo como os gases onipresente, não somos como as estrelas que pulsam e dispersam sua luz por toda a galáxia.
Somos seres humanos, humos, somos capazes de tudo, de ação, invenção, inovação das coisas mais belas e das coisas mais horríveis. Podemos fazer tudo. Desde que tenhamos a sorte de ter uma luz que nos guie.
E por fim o corpo se cala sem inspiração, esfria, apodrece só sobra a obra ou sua existência sem expressão, sua inexitência.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Esponja

Digerir o que se come e o que se bebe.
Digerir o que se ler o que se ver.
Assimilar tudo, fazer do externo o interno.

constituir o mundo externo dentro de ti.

pluma ao vento

Um fruto plumado
que desgarrou da árvore mãe,
foi levado ao vento,
para longe muito longe.

Caiu em terra fértil
e logo germinou,
uma nova planta formou.

Um fruto plumado
que desgarrou da árvore mãe,
não se agarrou ao vento
e nos pés de sua mãe
germinou logo uma nova planta formo

vida vida

Meus olhos tingidos de vermelho,
meu rosto pálido de olheiras,
minha pele seca.

Doí a garganta seca,
a cabeça pesa,
o sono que desejo dormir,
aguarda por algo.

Certas noites acordo preocupado,
certos dias me deixam tão insatisfeito
que tenho que driblar a realidade,
e me enveredar pela literatura para
suportar a vida.

Dói a garganta,
e o que fazer para confortar
o desconforto?

Doi minha coluna,
arqueada,
se me movo estalam os ossos.

se fecho os olhos sinto o incomodo
da cabeça que parece oca.

Entre uma frase e outra o desespero humano.

A noite silenciosa e vazia tem a lua como companheira.

ouço Bach,

sinto muito cansaço de tudo,

sinto saudades de casa paterna,
onde podia fugir da vida,
para o mato,
para o campo,
cheirar uma flor,
uma folha macerada.

A vida parecia perfeita,
e os sonhos grandes.

enfim
vou dormir,

quem me compreende mais que eu?

Talvez ninguém,
talvez aprenda com o outro a me conhecer,
quero como uma esponja me encher de vida.

som

A vida é uma linha tênue entre a existência orgânica e inorgânica.
Quão graças podemos fazer vivos, incontáveis, inimagináveis.
A nossa existência é uma dádiva do acaso.
Podemos fazer de nossa existência um pouco da eternidade.
Criando, pensando, imaginando e idealizando.
Fico maravilhado diante das belezas construídas pela mente humana,
porém fico triste diante das atrocidades que podem ser feita pela mesma raça.

Uma ameba pulsa pela sua vida breve.
Seres humanos se suicidam, se matam tem sede por matéria.
Estamos distantes da perfeição, muitos já morreram,
muitos morreram por um sonho, muitos passaram por cima desse sonho.

Estamos aqui a quanto tempo? não muito, mas será que permaneceremos aqui por muito tempo ainda?

A sexta, passa.

O sol se vai,
na tarde de sexta-feira,
e aos poucos vai se apagando
a cor de brasa do crepúsculo.

A noite vem,
nova e aos poucos esfria,
uma, duas, três e várias estrelas brilham.

O breu da noite é quebrado,
pela lua nova,
se faz sombra noturna,
das árvores no solo.
Enfim a noite passa,
o dia chega...
a vida passa,
tudo passa.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

paciencia.

Começar e tentar fazer tudo certo é assim que funciona.
Uma coisa de casa vez.

falar

Cheguei ao Brasil, como e gostoso ouvir todo mundo falando a lingua que eu entendo!
Como é bom falar e ser comprendido!

domingo, 15 de agosto de 2010

Sabado.

Ontem sabado 14/08/2010. Foi um dia muito longo e cansativo, porem maravilhoso.
Acordei mais tarde as 8h, tomei o cafe, em seguida o banho. A previsao do radio que estava fazendo 3 graus com sensacao termica de 1 grau. O dia estava muito bonito, fazia sol, mas ventava bastante. Sai do hostel e fui para a estacao sub na rua 9 de julho na estacao independencia. tomei e em seguida cambiei uma estacao para ir para a limha verde D, onde tomei o sub e desci na praca Plaza Italia que fica em frente ao zoologico. Onde gastei quase toda a tarde vendo os animais. O primeiro que vi foi um roedor com patas de pato, o segundo os ursos, leoes, elefantes, tigre, quanapo, cervo da india, jacare, jirafa, resus, araras, suricato, girafa, jegue, vaca, hipopotamo, bebuino, pavao. Em seguida fui almocar. E ver algumas lojas. No fim da tarde fui ao Jardim Botanico, onde pude apreciar muitas maravilhosas estatuas. A noite fui com uns amigos comer uma pizza na rua Chile. O tempo voa.
Ate logo

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Buenos 2

Estou em Buenos Aires por tres dias e a cidade me agrada muito.

Ontem a noite passei pela rua Florida, centro, vi muitas coisas belas, logas com muita coisas bonitas e o que mais me chamou atencao foi a quantidade de livrarias, acho que tem uma a cada 100 metros.
Ontem Visitei o herbario do INTA que fica em Moron muito longe daqui. La pude ver varias Tephrosias. Na volta fui direto para o hotel que a Jacira esta hospedada. Tive que vir de la para ca caminhando, entao peguei a rua paraguai, em seguida a rua Florida, onde entrei numas 10 livrarias. Parei para almocar em um shoop onde encontrei um casal uma brasileira e um espanhol. Segui em frente e cheghuei bem em casa.
Hoje fui para o congresso, exprus meu banner e passei o dia vendo palestras. Choveu a noite por isso cheguei mais tarde em casa.
Vou dormir.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Buenos Aires

Cheguei ontem, domingo 08 de agosto, em Buenos Aires vim direto para o hostel que è um lugar muito colorido, cheio de detalhes como frases nas paredes, pinturas nas portas. Estou intalado no quato nùmero 108 junto com um sulafricano e um alemao. Comunico-me em inglês. O quarto que estou tem quatro camas, tem intantes que fica muito quente, ma fora do hostel faz muito frio. Gostei das ràdios tudo em espanhol.
Uma coisa me surprendeu ontem, quando buscava o local do evento o gurda foi extremamente educado, bateu atè continência.
A cidade è muito bonita.

sábado, 7 de agosto de 2010

animo

Logo que me disponho a fazer algo me sinto bem, mas não o fiz ainda hoje, sendo assim um dia, vazio, frio e triste.
A casa parece grande e com seus átrios vazios tendo como presente só a mim que não tem ideia do que fazer para passar o tempo. Hoje é sábado o que é que há. Vou fazer algo, mas ânimo não me aparece.
Fico triste ao me sentir só e o que tenho pra fazer?
Muitas coisas podes achar, mas não tenho costume de ficar só nos sábados, sempre tenho a Ana com quem compartilhar uma conversa, um lanche e enfim não me sentir só. O costume nos faz sofrer quando algo falta.
Passarei então a pensar algo pra matar o tempo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ser feliz

Ir para longe das coisas que a ti são de costumes, quebre a rotina. Abandonar tudo que for velho e encarar o novo. Aceitar o desafio que a vida nos dá a cada dia, sobreviver e aprender, pois cada um dia que vivemos, pode ser o último. Aceitar essa realidade, muitas vezes, o fazes viver melhor, pois a partir desta poderemos conhecer e viver muitas coisas novas tais como lugares, pessoas, línguas, culturas, paisagens e hábitos tendo assim novas formas de viver e ver o mundo. É importante se isolar, desconstruir tudo que construiu e esvaziar a cabeça, quando tiver tudo absolutamente vazio será a hora de se reconstruir em novo ser, metamorfosea-se parte por parte. Aprendendo só com o mundo a amar e valorizar a vida. Aprender que muitas vezes o mais importante na vida é se manter vivo e aprender a ser feliz com o que se tem. Muitas vezes não percebemos o quantos somos sortudos, pois a vida é uma eterna competição, adequação e adaptação ao externo. Portanto paremos para perceber que temos um corpo e uma mente brilhante, mas que não aprendemos a dominar, não nos apropriamos para fazer uso destes. Passamos a vida reclamando. Se não mudarmos, não seremos feliz enquanto não aceitarmos nosso estado atual, de condição humana, e enquanto não passarmos por cima das dificuldades que vem a nossa frente. Não aprendemos a pensar, refletir, orar e viver. Aprendermos a crescer e para isso é tão simples só precisamos conhecermos a nós mesmos, aceitarmos nossas fraquezas, mas por cima de tudo sempre buscar dar a volta por cima e construir algo que nos faz feliz. Nascemos para a felicidade, porém aprender a ser feliz custa caro, pois requer muito tempo e desejo de viver. As fontes para isso são orações, convicções e paz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hoje


Hoje tive a felicidade tive a felicidade de acordar,
ver o sol nascer,
sentir a brisa fria,
ver as cores,
ver as flores.

hoje tive a felicidade de ver crianças brincar,
homens a trabalhar.

Hoje tive a felicidade de almoçar com os amigos,
conversar sorrir.
ver do dia passar,
a noite chegar.

Hoje tive oportunidade de ler, me informar.

hoje tive oportunidade de viver.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

R. Preto

Meu bem, tu vais, mais sejas como a lua,
que sempre volta,
com sua mesma face
e que essa face sempre me diga,
eu te amo.
como a lua nasce sempre grande e bela no horizonte,
que tu sempre desponte,
com um sorriso pra mim.

Podes ir, não vás tão longe,
do meu horizonte,
quando amanhecer,
lembre que estou no mesmo lugar,
sempre,
só,
eu e o mundo,
o mundo e eu.
voce dormindo,
o mundo,
vasto, amplo,
tão meu e seu.

partiu

Partiu para o além,
partiu para longe,
não deixou alma,
não deixou cor,
partiu.

Amanhã quando o sol nascer,
já não mais,
um sorriso,
um gesto,

já não mais.

verá o sol.

flor

Uma flor,
quando a flor for fecundada,
perderá a cor,
o viço e o odor,
quando a flor for fecundada,
não será mais flor,
se tranformará em fruto,
quando a flor,
já não for mais flor,
será fruto.

Quando o fruto estiver maduro,
toma o rumo do tempo,
segue ao vento,
e encontrando o chão fecundo,
renasce, revive e
novamente,
nasce uma flor

terça-feira, 3 de agosto de 2010

razão

Onde eu me encontro?
Não sou onipresente, sou fisicamente real, portanto estou sempre no mesmo lagar e tempo. O máximo que pode acontecer é fugir de um lugar para o outro, mas só em meu pensamento.


Sinto na brisa do tempo,
na luz do sol,
no cheiro das coisas,
minha materialidade.

Consigo distinguir as coisas,
que me cercam,
que construo,
que imagino,
pela minha espiritualidade,

Sou matéria e espírito,
sou ser vivo,
e a vida pulsa em mim,
me segue por todos os dias
que me forem concebidos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Livros

Livros sobre a escrivaninha,
livros empilhados,
livros coloridos, encapados.

Livros um tesouro inestimável.

Sentar, ler e refletir
sobre a vida,
o saber,
experiência,
e tudo que me faz melhor.

Reflexão


Todos os dias quando acordo. O primeiro pensamento que me vem a mente é aquele que indaga se estou fazendo a coisa certa ou se a vida está valendo a pena. No entanto nunca paro para refletir, simplesmente como um raio, clareia, mas logo escurece. Confesso que esses pensamentos me atormentam e incomodam muito, pois tenho medo que as coisas não saiam como eu planejo. Mas eu nunca planejo, as coisas acontecem para mim. Até quando? sinceramente não sei o quanto vai ocorrer tudo bem. E isso me assusta. Contar com o acaso é temeroso.
Acho que é hora para parar e pensar.
E só assim poderei avaliar se devo seguir em frente ou buscar um novo caminho.

domingo, 1 de agosto de 2010

Vida

A vida é uma linha tênue da existência em que podemos exercer ação.
É importante pensar o que buscamos na vida. Realmente muitas vezes não sabemos o que buscamos porque não sabemos pensar. Pensar é um verbo muito pleno, com vários significados dependendo do contexto. Porém pensar a vida é refletir a existência.

Morte

Eis aquele respirava, não respira mais.
Aquele que falava, calou.
Não mais sorri, expressa, perdeu sua autonomia,
Agora dorme um sono infinito.
perdeu sua alma,
o que resta é apenas um corpo frio,
que em pouco tempo se desintegrará.
A quantos não serviu,
respondeu, trabalho e construiu?
Quantas vezes acordou, pensou e sonhou.
Quanta coisa projetou.
Agora partiu.
Seu espírito desmaterializou.
A vida seguirá em frente,
mas este que vês partiu sem se despedir.

Só restarão lembranças,
boas.

Será docemente apagado pelo tempo,
partiu para o infinito de onde veio.

Planets

Ouvir Gustav Holst me lembra cultura fm SP, que me faz lembrar a cidade de São Paulo. Suas ruas, seu clima, sua dinâmica, suas estações e suas melhores coisas.
Ouvir sua obra me faz viajar no espaço, no tempo e deixa sonhando acordado.
Ouvi-lo é causa de grande paz.
Estou aprendendo a amar sobre qualquer coisa a música.
Cheia de beleza atemporal.

Passa


O tempo passa.
Somos caravelas no mar,
que seguindo sempre em frente,
empuxado pelo vento,
Não temos muitas escolhas,
não sabemos onde pararemos,
nem onde iremos.
Só seguimos o tempo.
Sabemos de onde viemos,
onde estamos, mas para onde iremos,
nem imaginamos,
o que irá acontecer,
contamos apenas com o acaso.
Na maioria das vezes nossas lembranças
são apagadas senão registramos,
como não temos muito o hábito de registrar,
vemos o tempo passar ocioso bem em nossa frente,
e ele passa...